Txau São Paulo, oi mundo!

Posted on

photo2

Quando eu mudei pra São Paulo, em fevereiro de 2013, escrevi algumas vezes sobre a mudança e como foi me apaixonar pela cidade. Quem lê o blog há algum tempo sabe que sou inquieta e vivo procurando me meter em coisas novas. Há alguns anos eu sentia essa vontade de sair de Natal e ter uma experiência profissional “fora de casa”. Não que eu não goste da minha cidade. Na verdade, eu amo Natal! Mas precisava mesmo de novos ares e queria trabalhar com moda e comunicação de uma maneira que eu não via como viabilizar na minha cidade.

Sendo assim, parti para São Paulo no ano passado sem nenhuma certeza de que daria certo, mas muito curiosa e animada para tentar o que aparecesse no meu caminho. Fiquei uns dias na casa de um amigo querido que me abrigou na chegada (Apyus, te devo uma pro resto da vida e eu sou uma Lannister. Os Lannisters sempre pagam suas dúvidas) e fui procurar trabalho e lugar pra morar.

Tudo deu certo de uma maneira que eu nem esperava que desse. Conheci pessoas maravilhosas, fiz amigos, trabalhei com gente muito bacana – e outras nem tanto! – e em poucos meses estava vivendo uma realidade totalmente diferente da que sempre tive. Morando sozinha, me virando, aprendendo a cozinhar, trabalhando com moda e jornalismo do jeito que eu queria, pagando meu próprio aluguel e essas coisas todas de gente adulta 😛

Esse texto todo é só pra dizer que agora acabei de me mudar de novo. Depois do primeiro ano em São Paulo aquela inquietude voltou. Um belo dia estava com a minha colega que era redatora na mesma agência – e virou uma grande amiga <3– e a gente começou a conversar e perceber como estávamos infelizes naquele trabalho. Tudo tinha mudado, ou a gente não tinha percebido que desde sempre era tudo um grande truque? Não importa, o fato é que a gente não se via mais ali. É muito triste quando a sua força de trabalho só serve pra encher o bolso – e a bola- de uma pessoa que não presta, né? Então nesse dia caiu a ficha e nós decidimos que iríamos procurar outro trampo.

Alguns minutos se passaram e o telefone dela tocou. Recebemos uma proposta de trabalho que era também uma mudança e tanto! Passar seis meses fora do país, produzindo conteúdo para um site que estava sendo concebido.

É claro que a gente aceitou!

E aqui estamos nós. Viemos produzir conteúdo para um blog que está sendo criado, cujo objetivo é desvendar a cidade de Orlando e arredores para o público brasileiro. Estamos vivendo a cidade, o american way of life e descobrindo coisas bacanas que valem a pena ser compartilhadas.

Esse texto todo é uma breve explicação do que estou fazendo agora e o porquê da minha mudança, já que meus amigos e a galera que lê isso aqui se mostrou bastante preocupada perguntando repetidas vezes “… mas você foi embora de São Paulo? Mas porqueeee???”.

Calma, gente! Estou passando uns meses fora, viajando e escrevendo para esse projeto novo. A pauta não poderia ser melhor: turismo, gastronomia, lifestyle, moda, compras, Disney, praias e tudo mais que a Flórida pode nos proporcionar!

Em breve divulgo aqui o endereço no blog para vocês acompanharem o site e no fim do ano estarei de volta pra São Paulo, para continuar a nossa Love Story <3

Beijos e obrigada pela torcida de todo mundo!

12
  • Compartilhe  →

Minha evolução capilar

Posted on

Muitos posts sobre cabelos por aqui ultimamente, né?

Sei que não é exatamente o foco do blog, mas é que tenho dedicado muita atenção às minhas madeixas nos últimos tempos, e sinto vontade de compartilhar isso com vocês hehehe.

Quando narrei meu drama capilar nesse post, muita gente comentou comigo depois que não imaginava que eu havia sido loira.

Se você faz parte dessa pequena parcela da população mundial que me conhece há pouco tempo, saiba que eu já fiz de um tudo neste meu cabelo – só nunca fiz nenhum tipo de relaxamento ou alisamento.

E achei que seria divertido mostrar as transformações pelas quais passei nos ultimos (12!) anos.

Vamos lá?

Senta que lá vem a história!

A primeira vez que coloquei alguma tinta no cabelo eu tinha uns 16 anos, e fiz uma mechas loiras HORROROSAS. Na falta de câmera digital na época, não tenho nenhuma foto aqui no computador – graças a Deus, porque seria constrangedor mostrar isso kkk – então vamos pular para a fase seguinte.

Com 17 anos, lá pelo segundo ano de faculdade, pintei o cabelo com uma cor que chamo vermelho ki-suco. Conseguia essa efeito com uma tinta chamada jeans color. Eu pintava qualquer vermelho “normal” e jogava o jeans color (na cor magenta) por cima.

Hoje eu obviamente acho bizarro, mas, na época, eu achava o máximo huahuahuahua. Pior é a Rihanna, que tem coragem de fazer isso hoje. Eu tinha só 17 anos e não sabia muito da vida, ok?

Cacheado ficava assim

E quando eu fazia escova, assim

Ok. Podem parar de malhar e vamos à fase seguinte.

O cabelo cresceu, eu adorava fazer a rapunzel-cabelo-de-chiclete.

Usava vermelhão e bem comprido. Assim

(viram que fofa a Pretinha quando era bebê? Hoje ela é enoooorme)

E aqui dá pra ver de costas, ó

Durante anos esse cabelo foi minha “marca registrada”. Tem muitas histórias divertidas, como o estágio em TV onde a minha chefe não queria que eu aparecesse nas matérias por causa da cor do cabelo, dentre outros fatos marcantes kkk.

Um dia eu cansei e resolvi ficar morena pra ver qual era. Daí joguei um castanho escuro por cima. Passaram-se alguns meses, eu sempre jogando tinta escura. As pontas desbotavam e ficava assim

Aí achei muito sem graça ter cabelo “normal”, e resolvi voltar para o vermelho.

Mas  já não era uma tonalidade tão pink, era mais puxado pro vermelho “puro”, como vocês podem ver na foto a seguir (onde estou com outra representante do movimento red power)

Sempre em busca de mudanças, ou com um faniquito mesmo de não passar muito tempo com a mesma cara, resolvi ter cabelo curto pela primeira vez na minha vida.

A tesoura já era a de Nalva Melo, e ficou assim

Viram que o vermelho já estava indo embora, né?

Decidi abandonar a ruivice de vez, e comecei o processo para virar loira.

O pigmento vermelho é o cão pra sair! Eu pintava com um tom de castanho e puxava mechas fininhas douradas.

Ficava assim

O cabelo crescia, e eu sempre nesse processo de luzes douradas discretas.

Aqui com o cabelo maior

E comecei também a curtir meu cabelo cacheado.

Tudo graças a um corte que Nalva fez que evidenciou os cachos. Ficava assim sem escova

O vermelho foi saindo, e eu fui clareando cada vez mais o cabelo.

Nesse tempo eu era repórter de TV, então viva na escova, assim

De vez em quando, no fim de semana em que não estava trabalhando, deixava o cabelo sem escova.

O mais legal é que eu podia passar meeeeeses escovando, mas no dia em que eu quisesse meus cachinhos, eles estavam lá

Descolorante é uma coisa que vicia, e, com o tempo, eu precisava de doses cada vez maiores.

Assim fui ficando com o cabelo cada vez mais claro.

Hoje eu acho estranho esse loiro, mas na época eu gostava muito

O cabelo tava bem comprido, eu não mexia no comprimento há quase dois anos!

Cacheado ficava assim

E foi aí, quando tudo estava lindo, que eu fiz uma grande cagada: cortei uma franjinha BIZARRA

Não tenho vergonha nenhuma de admitir que fui influenciada pela personagem de Aline Morais numa novela. Ela era linda, rica, chique, má… e eu quis aquela franja kkkk

Só que como eu não sou a Aline Morais, não ficou tão legal =/

Eu tenho ódio mortal dessa franja, e só estou passando pelo constrangimento de mostrar isso aqui porque para escrever este post preciso deixar o pudor de lado.

Bom, aí a franja cresceu e eu continue fazendo as mechas. Retocava de 3 em 3 meses e isso era a única química no meu cabelo.

Fiquei assim, sem mudanças, até chegar a minha viagem para estudar na Itália. Queria um corte mais descolado, moderno, digno de uma estudante de moda. Lembro que disse a Nalva “quero ficar com mais cara de estudante de moda, e menos cara de jornalista” hahaha.

Mas não queria mudar a cor, e precisava de algo pratico, que pudesse arrumar sem muito trabalho.

A solução foi uma mudança leve, só desfiei as pontas deixando-as bem longas e irregulares.

Não sei dá pra perceber na foto…

Nos meses que passei na Europa, não mexi no cabelo. Até porque isso lá é caríssimo e eu era somente uma estudante brasileira sozinha e longe de casa (drama queen) kkkk

Com o clima diferente, os cachos deram uma caída e o cabelo ficava mais pro ondulado. Assim

O bom de fazer mechas é que não precisamos de retoques constantes.

Mais de quatro meses depois, a cor ainda estava bem digna, como vocês podem ver nessa foto com o boy, já pertinho de voltar pro Brasil

Passei mais uns meses sem retocar as mechas, e o cabelo ficou mais escurinho.

Na verdade ele era mais claro nas pontas, tipo esse ombré que tooooodo mundo usa agora.

Lancei tendemmmmmmcia kkk

Aí mais uma vez o bichinho da mudança me mordeu, e eu quis ficar com outra cara.

Sem querer recorrer à cirurgia plástica, resolvi mudar a cor do cabelo.

Eu continuava apaixonada por vermelhos, mas, dessa vez, queria um vermelho mais parecido com um ruivo natural. Mais cobre, mais Julia Petit.

Hoje eu eu tenho pavor de vermelho ki-suco, e digo a vocês meninas: se vocês já passaram dos 16 anos, fujam dessa cor!

Meu novo ruivo ficou assim

Essa foto com os queridos Patrício e Helber, foi tirada exatamente no dia em que pintei.

Depois fui procurando o “meu” tom de ruivo. Cada vez que eu pinto, nunca fica da mesma cor, mas sempre mais ou menos assim

Nesse tempo meu cabelo ainda cacheava direitinho.

Quando eu não escovava os cachos apareciam – como vocês podem ver nessa foto tirada – acreditem – num show de Gretchen no Circo do Palhaço Facilita hahahahahahahaha

Mas tinta é um negócio cruel. O Vermelho precisa ser retocado – no mínimo – uma vez por mês!

Meu cabelo, que só via tinta de três em três meses, agora era tingido até duas vezes por mês.

Aí ele começou a perder os cachos =/

Pra ficar assim eu precisava fazer rolinhos nas pontas, e soltar depois um tempo

Passei a usar muito o cabelo preso, pois ele não tinha mais viço nem balanço quando estava solto

Comprei meus bumpits, e vivia usando esse penteado presinho com volume no topo da cabeça, como nessa foto do Baile das Kengas

Chegou uma hora em que meu cabelo estava muuuuito fino, esponjoso, não modelava, não cacheava… era o fim!

Mas a cor eu estava gostando demais. Então fiquei no dilema: parar de pintar para recuperar? ou manter a cor que eu amo tanto?

Resolvi então aproveitar a situação pra mudar mais um vez.

Depois de muito pensar, resolvi não abandonar meu ruivo – pelo menos por enquanto.

Encontrei esse tratamento divino que está devolvendo a saúde do meu cabelo. Já a parte muito estragada, me desapeguei e passei a tesoura.

E agora estou assim

Estou amando meu cabelo curtinho de novo.

Vai ficar assim até o bichinho da mudança vir me perturbar mais uma vez.

É isso gente.

Foi bem divertido abrir meu histórico capilar aqui. Perdoem a má qualidade de algumas fotos, mas procurei as que mostravam melhor as mudanças – e nem todas estavam em boa resolução.

Espero que tenham gostado, e que deixem opinião aí nos coments dizendo se já está na hora de mudar a cor de novo, ou se devo ser ruiva até a morte 😀

Ah! E uma curiosidade minha: vocês também são assim e vivem mudando de cabelo?

45
  • Compartilhe  →