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Vamos falar de fotografia?

quinta-feira, 22 de dezembro de 2011

Outro dia li em algum lugar que, hoje em dia, quando as câmeras digitais possuem tecnologia para fazer quase tudo sozinhas, cada vez mais o que vai fazer a diferença em uma boa foto é a sensibilidade e a “bagagem” do fotógrafo.

E hoje queria mostrar para vocês dois exemplos de trabalhos fotográficos cujo encanto vem todo do estilo do fotógrafo.

O primeiro é o francês Gilbert Garcin.

Um belo dia estava na casa de uma colega – que também é fotógrafa (oi Mariana!)- e vi um livro desse cara.

É simplesmente impossível ficar indiferente às fotos desse senhor.

Conhecido como o poeta das imagens, Garcin tem hoje 80 anos, e só começou a fotografar aos 65, após se aposentar. Você que está na casa dos 30, e acha que passou do tempo de fazer uma coisa incrível na vida, favor se envergonhar agora.

As fotos dele são sempre em preto e branco, e retratam um ambiente onírico, surreal. As imagens Abordam temas como solidão, tédio, desafios, tristeza e vida a dois. Os cenários das fotos são todos montados manualmente, e Garcin  usa somente máquinas analógicas.

Outra marca do trabalho de Gilbert Garcin, é que ele sempre se insere como personagem das fotos.

Quando não aparece sozinho nas imagens, tem a companhia da esposa.

Incrível, não?

E pesquisando sobre exposições que trouxeram fotografias de Garcin ao Brasil, acabei descobrindo que uma marca mineira chamada Apartamento 03  teve uma coleção inteira inspirada no trabalho do fotógrafo francês.

Para ver mais sobre a coleção do Apartamento 03, clica aqui.

Para ver o site de Gilbert Garcin, com várias fotografias dele separadas por ano, clica aqui. O legal do site dele é que dá para ver as mudanças e a evolução do trabalho ao longo dos anos.

O outro trabalho fotográfico que me chamou atenção recentemente, e sobre o qual queria falar para vocês, está mais perto de nós.

É a série de fotografias intitulada ‘Beautiful‘, do fotógrafo mossoroense Matheus Aires.

Ele reuniu algumas amigas para mostrar o nu e a beleza feminina de uma forma super leve e muito bela, como vocês podem ver na imagens a seguir:

Recém formado em comunicação, Matheus tem um caminho certo a trilhar na fotografia. Ele já encontrou um estilo pessoal que está sempre impresso nas suas imagens.

Os trabalhos dele são de muito bom gosto. É o tipo de fotógrafo desprendido do óbvio, que faz a alegria de qualquer editor de moda.

Para ver mais trabalhos de Matheus, se joga ai na House of Mathws.

Linda essa última foto, né? :D

 

 

 

As jóias de Salvador Dalí

sábado, 20 de fevereiro de 2010

Você sabia que além do pintor genial e maior representande do surrealismo, o espanhol Salvador Dalí também expressou sua arte através da moda e da joalheria?

Na moda, ele teve como grande parceira a estilista italiana Elsa Schiaparelli. Dizem as más línguas da época, que ela era inimiga mortal de Chanel.  Basta olhar o estilo das duas, para entender a possível desavença. Uma era o extremo oposto da outra. Uma dama que vestia Chanel, provavelmente odiaria o estilo de Schiaparelli, e vice-versa. Fato é que a italiana entrou para a história da moda com suas criações extravagantes, inspiradas nos movimentos artísticos, principalmente o surrealismo de Dalí. E juntos eles criaram várias peças, como o famoso chapéu em forma de sapato. Mas a história de Dalí e Schiaparelli é muito mais vasta, e rende um outro post.

Esse aqui é pra mostrar o trabalho do mestre do surrealismo, na joalheria. Planejo esse post desde o ano passado, quando vi algumas das criações de Dalí no museu de Roterdam, na Holanda. Mas não achava na net as fotos das jóias para postar. Até que encontei algumas nesse site.

broche Ruby Lips, meu preferido

Dali começou a se aventurar como criador por volta de 1938. Ele fazia questão de escolher pessoalmente todas as gemas que seriam usadas, não só pela qualidade e cor, mas sim pelos sentimentos que as pedras causavam no pintor. Os temas das peças eram similares ao de suas pinturas: religião, mitologia, natureza e surrealismo. O trabalho de ourivesaria era executado pelas mãos do espanhol erradicado em Nova York, Carlos Alemany, o qual tinha o dom de capturar a visão do pintor de suas telas e transformá-las em lindas peças“. (Trecho retirado de http://daslu.com.br/conteudo.php?cat_id=119&materia_id=10495)

O rubi era a gema preferida de Dalí. Um das peças mais famosas dele (e por acaso a minha preferida) é o broche Ruby lips, feito em rubi e pérolas. Ele também transformava em jóias algumas de suas esculturas famosas, como o Space elephant, que virou broche em ouro.

Não é fantástico quando um artista consegue se expressar através de tantas formas distintas? Separei mais jóias para vocês conferirem na galeria abaixo: