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Fôlego novo no jornalismo de moda potiguar

quarta-feira, 28 de dezembro de 2011

Há alguns meses, fiquei muito feliz com o convite de três – na época ainda – estudantes de jornalismo, para colaborar com uma revista, que seria o trabalho de conclusão de curso delas.

As "marias" reunidas. Olha a Salto Agulha ali em cima da mesa =D

O trabalho foi apresentado, Maria Emília, Silvia e Mariana foram aprovadas, e espero que elas possam dar continuidade ao projeto, que ficou muito bom!

A revista Marias trata de vários temas ligados ao universo feminino – entre eles, moda, é claro.

Minha contribuição foi uma seleçãozinha de clássicos da moda, aqueles atemporais e imortais.

Além disso, a revista traz uma entrevista ótima com a Jojo do Um Ano Sem Zara, e muitas outras pautas interessantes.

Para ler tudo, clica aqui.

Desejo todo sucesso às novas jornalistas, e espero que elas consigam manter esse gosto pela moda, para que a gente tenha cada vez mais pessoas tratando o jornalismo de moda de forma séria na nossa cidade.

Acho que já cometei com vocês sobre os emails que recebo diariamente de estudantes de jornalismo/publicidade/design,  apaixonados por moda, e querendo saber o que considero necessário para quem quer começar a trabalhar com jornalismo de moda.

Cada caso é único, e não há uma receita pronta que funcione para todo mundo.

Mas, basicamente, é preciso saber escrever (escrever  BEM, sem assassinar o português, sem afetações e gírias “baphonicas” de blog) e ter um bom conhecimento sobre as mais variadas temáticas ligadas à moda. Isso você consegue lendo, pesquisando, estudando, tendo sempre um olhar atento para o mundo ao seu redor.

É interessante também que você direcione seus interesses e sua produção acadêmica, ainda na faculdade, para o que você quer ter como profissão num futuro breve.

Foi que fiz quando criei a revista Salto Agulha - que foi meu TCC em jornalismo, e foi, digamos, meu primeiro passo no sentido de abraçar a moda como profissão.

Foi o que fizeram as “Marias”, e pode ser o que você, estudante que está me lendo agora, fará também.

Então procure saber o que os alunos estão produzindo nas faculdades, tente ter você uma boa ideia, invista nela, estude, abrace-a, e ela poderá ser seu ganha pão.

E quem não quer trabalhar com o que ama? :D

 

 

 

Cinquentinha

sexta-feira, 27 de maio de 2011

Vocês não aguentam mais me ouvir dizer que nasci na época errada né?

Mas é que como não posso fazer nada em relação a isso – não inventaram máquina do tempo ainda – só me resta lamentar mesmo rs.

E lamento não ter vivido a época dessa moda linda dos anos 50. Olha essa imagens, de uma edição de 1955 da revista Seventeen!

Imagens daqui.

Onde foram parar as cinturas das mulheres de hoje?

Eu sei! Usaram tanta calça saint tropez ,que mudou a silhueta feminina, deixando todas quadradas. Acho é pouco!

Desejo do dia: magazine clutch

quarta-feira, 19 de janeiro de 2011

Hoje acordei desejando muito essa bolsinha da Asos. E como o dia está acabando e a vontade não passou, acho que vou ter que comprá-la.

Vende aqui.

É a minha cara né? :D

Aumentando a biblioteca

quarta-feira, 10 de fevereiro de 2010

Comecei a ler “A arte de editar revistas” de Fátima Ali, e me surpreendi. Não que esperasse um livro ruim, apenas achei que seria uma leitura mais técnica, tipo manual de redação. Mas não é nada disso. Quer dizer, é e não é.

É, porque assim como os manuais, o livro ensina (quase) tudo que você precisa saber para fazer uma revista. O “quase” fica pela parte que só a prática pode ensinar.  E não é, porque vai muito além disso.

É daqueles livros que a gente tem que ter sempre por perto – pra consultar, se inspirar, lembrar… As capas mais famosas, a história das maiores revistas do Brasil e do mundo, os mestres da fotografia, os cliques históricos, e ensinamentos de gente talentosa.

Tem também muitas curiosidades e histórias de bastidores.

Sobre os títulos das revistas por exemplo, conta que a revista Cláudia, recebeu o nome que o fundador da Editora Abril daria para sua filha. Como ele e a esposa tiveram apenas meninos, o nome Cláudia foi aproveitado para uma “cria” da Abril.

Já a revista Nova, é licenciada da americana Cosmopolitan, mas teve que ser rebatizada com um nome brasileiro. Foi lançada por aqui em 1973, época do “Ame-o ou deixe-o”, da ditadura Médici e da censura, quando um nome americano não seria bem recebido pelos militares e até mesmo pelo público que queria atingir na época.

Outra coisa fantástica do livro, é a seleção de imagens. Capas históricas e editoriais que marcaram época. Selecionei algumas pra mostrar pra vocês. A qualidade tá ruim porque estou sem scanner, então fotografei as páginas.

Olha só que linda essa capa da Vogue de 1909!

Outra capa vintage, Fanity Fair, de 1928:

A famosa foto do corselet, da Vogue de 1939. Foi encomendada por Mehemed Agha ao fotógrafo alemão Horst, e tornou-se um ícone da fotografia de moda.

Fred Astaire, 1936. Foto do húngaro Martin Munkácsi, o homem que deu movimento à fotografia. Dizem que antes dele tudo era estático.

E a mais famosa fotógrafa de moda e celebridades, Annie Leibovitz , também tem destaque no livro.

Bette Midler, numa vibe meio Beleza Americana, clicada por Annie Leibovitz:

O lendário fotojornalista Robert Capa, é considerado o melhor fotógrafo de guerra. Documentou cinco das maiores guerras do século. Em sua foto mais famosa, um homem é alvejado durante a guerra civil espanhola:

E por fim, a leveza do fotógrafo de moda Bill King. Conhecido por suas fotos naturais, limpas e elegantes, e pelo uso preciso da luz. De passagem pelo Brasil, ele clicou a então adolescente Pink Wainer (à esquerda) e uma amiga, sob o sol do Rio de Janeiro.

UPTADE: A dúvida surgiu nos comentários, e a Pink Wainer esclareceu via twitter ( pra quem quiser seguir, ela é @pinkywainer). A moça da direita chamava-se Binda, era uma amiga dela.

Tem muito mais coisas incríveis no livro, então corre e compra o seu.

Cem anos depois

segunda-feira, 22 de junho de 2009

Untitled-1

Daqui a pouco, às 19h, na Siciliano do Midway Mall, tem mais um lançamento da Editora Flor do Sal, de Adriano e Flávia. A revista Perigo Iminente é uma homenagem aos cem anos da conferência futurista do jornalista potiguar Manoel Dantas. O que em 1909 foi considerado delírio, não se mostrou muito distante da realidade décadas depois. 

Agora a Flor do Sal realiza tarefa semelhante, mas divide a autoria das “previsões”.  Escritores, jornalistas, poetas, fotógrafos (acho que tem mais ofícios no meio, mas não sei exatamente quantos e quais), mostraram suas versões de Natal daqui a cinquenta anos. O resultado é um coletânea de visões no mínimo interessantes. Fiquei curiosa, mas não sei quando vou poder conferir a publiação. Tem um texto meu na revista. Um doce pra quem adivinhar sobre o que eu escrevi!

Se estiver em Natal, nao perca.

E você,  como imagina Natal em 2059?

Espaço reservado para um atraente título de boas-vindas

segunda-feira, 22 de junho de 2009

Já comecei e terminei tantos blogs que ando achando chatíssima essa primeira postagem. E você me diz – De novo?redshoes

Sim, mais uma vez. Mas este blog é diferente. Primeiro porque é na verdade, um site, uma revista eletrônica. Segundo porque não está sozinho. O espaço virtual acompanha o projeto de uma revista impressa. Sim e onde está a tal revista?

Bem, a revista foi aprovada na Lei Djalma Maranhão, a lei municipal de incentivo à cultura. Acontece que o processo de captação é lento e burocrático. Atualmente a revista tem dois patrocinadores – Digizap e Faz Propaganda. Mas só podemos começar a trabalhar quando o projeto já tiver captado pelo menos 40% do valor total. Como as empresas dividiram o valor do patrocinio em depósitos mensais, nao se pode fazer nada além de esperar. Além disso, do final de 2008 até o mês passado, todos os projetos ficaram parados por causa da troca de gestao do município. Acho que vaaaarios projetos na cidade enfrentam esse mesmo problema, e outro dia faço um post mais detalhado sobre o assunto.

Mas o fato é que enquanto a revista “de verdade” não sai. Vou tentar fazer a versão virtual. Publicarei todo o material que havia preparado, mas que não merece ficar taaaanto tempo engavetado.

Ainda para quem não sabe, desde o mês passado estou em Firenze estudando (tá, nao só estudando, mas o curso de fashion design é o motivo principal), e não tenho muuuuito tempo pra atualizações constantes. Mas prometo me esforçar.

Se vocês olharem aí do lado direito, vão observar cinco categorias de noticias que eu nomeei com cinco tipos de, advinhem? sapatos!

Depois falo um pouquinho sobre cada um deles, e explico melhor quais os assuntos de que vou falar em cada categoria. Se bem que com o tempo vocês vão perceber. Também não preciso explicar tuuuuudo né?

É isso. Se gostarem me mandem mandem email elogiando. Se não gostarem, podem mandar email pra apyus  reclamando porque ele que fez o site.