Comecei a ler “A arte de editar revistas” de Fátima Ali, e me surpreendi. Não que esperasse um livro ruim, apenas achei que seria uma leitura mais técnica, tipo manual de redação. Mas não é nada disso. Quer dizer, é e não é.
É, porque assim como os manuais, o livro ensina (quase) tudo que você precisa saber para fazer uma revista. O “quase” fica pela parte que só a prática pode ensinar. E não é, porque vai muito além disso.
É daqueles livros que vale a pena a gente ter sempre por perto, pra consultar, se inspirar, lembrar… As capas mais famosas, a história das maiores revistas do Brasil e do mundo, os mestres da fotografia, os cliques históricos, e ensinamentos de gente talentosa.
Tem também muitas curiosidades e histórias de bastidores.
Sobre os títulos das revistas por exemplo, conta que a revista Cláudia, recebeu o nome que o fundador da Editora Abril daria para sua filha. Como ele e a esposa tiveram apenas meninos, o nome Cláudia foi aproveitado para uma “cria” da Abril.
Já a revista Nova, é licenciada da americana Cosmopolitan, mas teve que ser rebatizada com um nome brasileiro. Foi lançada por aqui em 1973, época do “Ame-o ou deixe-o”, da ditadura Médici e da censura, quando um nome americano não seria bem recebido pelos militares e até mesmo pelo público que queria atingir na época.
Outra coisa fantástica do livro, é a seleção de imagens. Capas históricas e editoriais que marcaram época. Selecionei algumas pra mostrar pra vocês. A qualidade tá ruim porque estou sem scanner, então fotografei as páginas.
Olha só que linda essa capa da Vogue de 1909!
Outra capa vintage, Fanity Fair, de 1928:
A famosa foto do corselet, da Vogue de 1939. Foi encomendada por Mehemed Agha ao fotógrafo alemão Horst, e tornou-se um ícone da fotografia de moda.
Fred Astaire, 1936. Foto do húngaro Martin Munkácsi, o homem que deu movimento à fotografia. Dizem que antes dele tudo era estático.
E a mais famosa fotógrafa de moda e celebridades, Annie Leibovitz , também tem destaque no livro.
Bette Midler, numa vibe meio Beleza Americana, clicada por Annie Leibovitz:
O lendário fotojornalista Robert Capa, é considerado o melhor fotógrafo de guerra. Documentou cinco das maiores guerras do século. Em sua foto mais famosa, um homem é alvejado durante a guerra civil espanhola:
E por fim, a leveza do fotógrafo de moda Bill King. Conhecido por suas fotos naturais, limpas e elegantes, e pelo uso preciso da luz. De passagem pelo Brasil, ele clicou a então adolescente Pink Wainer (à esquerda) e uma amiga, sob o sol do Rio de Janeiro.
UPTADE: A dúvida surgiu nos comentários, e a Pink Wainer esclareceu via twitter ( pra quem quiser seguir, ela é @pinkywainer). A moça da direita chamava-se Binda, era uma amiga dela.
Tem muito mais coisas incríveis no livro, então corre e compra o seu.















