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Arte na vitrine

sexta-feira, 4 de dezembro de 2009

Passeando pela blogsfera hoje, vi esse vídeo no Cajon Desastre.

Foi-se o tempo em que as vitrines das lojas limitavam-se a usar manequins expondo as mercadorias. Cada vez mais as grandes – e mais luxuosas – marcas estão transformando as vitrines em espaços artísticos. E as instalações tomam o lugar das roupas.

Olha só que vitrine babado essa da Hermés de Tokyo. O artista japonês Tokujin Yoshioka criou uma instalação que mostra uma modelo japonesa em um vídeo preso na parede da vitrine. Ela sopra um lenço da marca como se fosse ao vivo.

Gente coisa é outra fina

terça-feira, 15 de setembro de 2009

Ei, sério.

Socialites provincianas de Natal, gente que adora ostentar, esbanjar e afins, que acha que com dinheiro se compra classe e elegância, leiam isso!

O Chic fez uma mini-entrevista com Pascale Mussard, herdeira da Hermès.

Mooooorram e vão aprender a ser phynaaaas!!!

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Pascale Mussard. Crédito: Chic

Basta uma palavrinha com Pascale Mussard, da sexta geração da família fundadora da Hermès, para entender por que a grife não gosta de usar a já tão vulgarizada palavra luxo ao designar seus produtos.

Na inauguração da loja francesa em São Paulo, que aconteceu na tarde de domingo (13.09), Pascale se fez discretamente presente. Vestia saia listrada, camisa de seda marrom e colete de couro croco + bolsa-carteira azul claro – tudo Hermès. Falou pouco, se movimentou com delicadeza, distribuiu sorrisos e, simples e acessível, respondeu a uma indiscreta pergunta do Chic, que se tornou uma miniconversa.

Quantas bolsas Hermès a senhora tem no armário?
Você sabe que não são muitas? A maioria delas veio da minha mãe e da minha avó, que infelizmente já faleceram. Somos cinco irmãs e dividimos entre nós essas heranças. Acho que não tenho mais do que 15.

Não é muito, certo?
Deixa eu contar uma história. Quando eu tinha 18 anos, meu sonho – meu sonho! – era ter uma bolsa Hermès. Minha mãe me disse: ‘querida, sei que você está triste, mas a sua primeira bolsa Hermès terá que ser comprada com o seu próprio salário’. Então arrumei um emprego, juntei dinheiro e comprei uma Trim, de couro cru e tecido preto, pois não tinha verba suficiente para comprar um modelo inteiro de couro. Essa é uma bolsa que eu adoro. Adoro. Só fui presenteada uma vez, pelo meu tio. Eu tinha dado uma ideia para um modelo e, três ou quatro anos depois, ele me disse: ‘está vendendo bem, então aqui está um para você’.

Com o que a senhora trabalhava?
Não quis trabalhar com a família para poder diversificar minha experiência. Fui parar em um famoso escritório de consultoria de moda, em que ninguém sabia quem eu era, nem de onde vinha. Entrei ao mesmo tempo em que um colega jovem. Sabe quem era ele? Christian Lacroix. E sabe para que cliente tive que fazer o primeiro trabalho? Hermès. 

Há Kellys e Birkins entre essas 15 bolsas?
Nem eu nem minhas irmãs temos sequer um desses modelos. A razão é que eles são muito procurados e demoram para ser feitos. Não podemos deixar uma cliente esperando.
 

Milene Chaves, do www.chic.com.br