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Cliques de domingo

segunda-feira, 12 de dezembro de 2011

Amores, ontem fui ver a exposição ‘Véu em solo, Sertão Central’, na Pinacoteca do Estado – que fica no Palácio da Cultura.

Olha, recomendo muito que todos vocês botem reparo nessas fotos lindas de Flávio Aquino, viu? A exposição saiu da pinacoteca, mas em janeiro estará em um novo espaço e eu avisarei aqui para vocês.

O trabalho nasceu de um sonho da mente borbulhante da cabeleireira Nalva Melo. Natural do município de Lajes, Nalva tinha a ideia de fazer um ensaio fotográfico que misturasse moda, sonho, maquiagem, misticismo, arte… tudo tendo o sertão de Lajes do Cabugi como cenário.

Assim  nasceu a figura d’A noiva, e esse trabalho maravilhoso.

No começo eu até participei da concepção com minha amiga Nalvinha, mas não tive tempo de continuar no projeto :(

O lado bom é que, como vocês vão ver nas imagens, não fiz falta nenhuma! O trabalho não poderia ter ficado melhor! hehehe

Algumas “fotos das fotos” que fiz ontem:

Os vestidos são todos do Riccard8 San Martini.

O contraste do trabalho minuciosos da alta costura delicada de San Martini, com o ambiente rude ( e ao mesmo tempo poético) do sertão, ficou divino.

Vale muito a visita, viu?

Ah, e falando em sertão/moda/imagens/inspiração… para quem não leu ainda, escrevi um artigo sobre a moda e a estética do sertão, que está aqui.

E voltando ao meu domingo…

Ontem, postando essas fotos no twitter (segue aí @gladisvivane) , mostrei também pelo Instagram alguns fotos de coisinhas que estava usando. Como nem todo mundo tem twitter, vou colocar aqui no blog também.

Domingo é dia de usar só coisas que eu amo, e quase sempre uso um dos meus Oxfords.

Esse florido, da Andarella, é o preferido <3

Outra paixão atual são os brincos assimétricos. Desde que cortei o cabelo, estou amando. Esses são da Uma Graça.

E pulseirinhas fofas de croché, que uso sempre :D

 

W Magazine

terça-feira, 21 de junho de 2011

Não sei se vocês já viram esse editorial por aí, mas foi uma das coisas que mais curti – falando em fotos, claro – nos últimos tempos.

As fotos são de Tim Walker para a revista W Magazine. A edição era dedicada ao diretor Woody Allen, e a ideia do ensaio era que uma musa do diretor incorporasse outras figuras do cinema que o inspiraram.

O trabalho é tão bom que fica difícil decifrar quem é a atriz/musa de Woody Allen que incorpora os personagens.

Na sequência a moça encarna o ator de filmes mudos Buster Keaton, a atriz de teatro francesa Sarah Bernhardt, a atriz italiana – e esposa de Frederico Fellini – Giulietta Masina, e a atriz alemã naturalizada norte-americana Marlene Dietrich.

E aí, descobriram quem é a moça das fotos?

É a Scarlett Johansson gente!

Incrível né? Pra mim é isso que falta na maioria das revistas hoje: o inusitado.

Quando a gente espera Scar Jo fazendo a bombshell de sempre, uma surpresa como essa é mais que estimulante! :D

A rotina de Helen Rödel

sexta-feira, 17 de junho de 2011

Quanta poesia cabe no ofício de fazer roupas?

Impossível mensurar.

O vídeo a seguir mostra o processo criativo da estilista gaúcha Helen Rödel, e é encantador. A paciência como exercício de sabedoria, a criatividade, as imagens da artista grávida – gestando uma vida e, ao mesmo tempo, uma coleção.

Helen Rödel – Estudos MMXI from Aura on Vimeo.

E agora, o que eu faço com a vontade de ter um vestido de crochê com esse ‘ponto pipoca’? Alguém aí tem essa habilidade e aceitaria uma encomenda? :D

Bienal de Veneza 2011

terça-feira, 7 de junho de 2011

A Bienal de arte de Veneza é uma das mais importantes mostras de arte comtemporânea do mundo. Li – e agora não lembro onde – que é também a mais antiga. No site da Bienal tem muita coisa sobra a história do evento, que existe desde 1895.

A edição 2011 foi aberta no último sábado, com o tema ILLUMInazioni. Daí lembrei que estive na última Bienal, e fiz algumas fotos que deveriam ter ilustrado uma matéria da revista Salto Agulha.

Quando fui editar a revista, o material sobre a Bienal de Veneza acabou tendo que ficar de fora, mas as imagens merecem ser vistas :D

Procurei algumas aqui no meu – m e g a d e s o r g a n i z a d o – computador, e resolvi postar no blog.

A edição passada tinha como tema ‘Fare Mondi’ – ou ‘fazer mundos’- e os trabalhos eram organizados em pavilhões que abrigavam cada país participante.

Cada pavilhão ‘sob os meus pés’ na foto, era -literalmente – um mundo. Poderia ser um país, um continente ou um grupo de nações. Mas atravessar cada porta era fazer uma pequena viagem.

As instalações da bienal ocupam um espaço imenso, e é impossível ver tudo em um só passeio. Tanto que o bilhete de entrada valia por 3 ou 4 meses – não lembro bem agora. Você poderia voltar quantas vezes quisesse à Bienal para poder visitar tudo com calma.

A maioria das fotos que fiz foram no pavilhão da Itália – que era o maior e por onde comecei a visita.

Depois de um tempo você vai ficando meio que em transe no meio daquilo tudo e se desprende da obrigação de fotografar. Por isso tenho poucas fotos dos outros pavilhões.

Mas fiz uma seleçãozinha aqui das obras que mais me chamaram atenção. Vamos ver?

Agora mais coisas que fotografei aleatoriamente, sem registrar a plaquinha com nome do autor/obra:

E algumas imagens da parte externa da Bienal.

Destaque para participação de Maria Terra – minha companheira de aventuras na Itália, que ainda deve aparecer um tanto de vezes aqui pelo blog.

E aí, gostaram do passeio? :D

Quem quiser ver imagens da Bienal desse ano, pode dar uma olhadinha nessa Galeria do UOL.

A arte na moda de Jean Charles de Castelbajac

segunda-feira, 9 de maio de 2011

Estou com as fotos do último desfile do estilista francês Jean Charles de Castelbajac há algum tempo aqui no computador, esperando lindas para serem postadas.

Separei as fotos porque achei o desfile encantador. Pode soar cliché descrever como “encantador”, mas é a primeira palavra que me vem à mente.

Castelbajac tem como marca registrada a irreverência e ousadia na criação, e sempre procura uma maneira de colocar muita referência de arte (seja pop art, dadaísmo ou surrealismo) em suas peças.

Olha que lindas as minhas preferidas do último desfile:

Amei as referências à Man Ray!

Na revista Salto Agulha usamos a mesma referência em um editorial de maquiagem artística. O modelo foi o Leo, do blog Pós Barba (aliás, super indico o blog para os meninos).

Olha um pedacinho do nosso esditorial:

Quer ver tudo? Clica aqui para baixar o PDF da revista :D

E para quem ficou se perguntando se os looks do Castelbajac funcionam fora da passarela, olha a Katy Perry toda linda usando um dos vestidos do desfile:

Moda e arte, sempre juntinhas.

Eu adoro. E vocês?

Usando a moda para fazer humor

quarta-feira, 6 de outubro de 2010

Aparentemente, uma tirinha do Laerte sobre política não teria nada a ver com moda.

Mas gênio é gênio, e olhem só como ele utilizou o figurino das personagens para fazer uma baita crítica!

Daqui.

Imagem do dia

sexta-feira, 10 de setembro de 2010

Shokay com esse trabalho do artista sueco Michael Johansson. A obra chama-se Self Contained.

Lembra aquele joguinho, o tetris? Pois é uma espécie de tetris gigante, onde as peças são contêineres e automóveis.

A instalação tem mais de dez metros de altura, e tem mais fotos aqui.

Passeando pelas vitrines do mundo todo, sem sair de casa!

sexta-feira, 21 de maio de 2010

Dia desses vi no site da Zupi, esse outro site chamado Vitrine Voyeur, que tem fotos de vitrines do várias cidades do mundo. O Vitrine Voyeur, é feito pela dupla André Faria e Keka Morelle.

Quase não consigo sair do site! As vitrines são separadas por país, e é ótimo ver como as marcas chamam a atenção dos consumidores em cada lugar.

Destaque para as vitrines menos óbvias, mais conceituais. Ora, se eu já sei que a loja vende roupas, o que vai me atrair na vitrine é a concepção de uma ideia. Dá uma olhada em algumas:

Essa montagem de fotos, eu peguei também lá no site da Zupi.

Aliás, fica a dica, super vale a pena dar uma olhadinha diária nesse site. A zupi é uma revista que reune arte, fotografia, design, ilustração, moda… só coisas legais! E é super conhecida – e bem conceituada- lá fora. Fui a uma exposição sobre o Brasil ano passado na Holanda, e tinha uma parte enorme dedicada à Zupi, como representante da arte e do design brasileiro.

As jóias de Salvador Dalí

sábado, 20 de fevereiro de 2010

Você sabia que além do pintor genial e maior representande do surrealismo, o espanhol Salvador Dalí também expressou sua arte através da moda e da joalheria?

Na moda, ele teve como grande parceira a estilista italiana Elsa Schiaparelli. Dizem as más línguas da época, que ela era inimiga mortal de Chanel.  Basta olhar o estilo das duas, para entender a possível desavença. Uma era o extremo oposto da outra. Uma dama que vestia Chanel, provavelmente odiaria o estilo de Schiaparelli, e vice-versa. Fato é que a italiana entrou para a história da moda com suas criações extravagantes, inspiradas nos movimentos artísticos, principalmente o surrealismo de Dalí. E juntos eles criaram várias peças, como o famoso chapéu em forma de sapato. Mas a história de Dalí e Schiaparelli é muito mais vasta, e rende um outro post.

Esse aqui é pra mostrar o trabalho do mestre do surrealismo, na joalheria. Planejo esse post desde o ano passado, quando vi algumas das criações de Dalí no museu de Roterdam, na Holanda. Mas não achava na net as fotos das jóias para postar. Até que encontei algumas nesse site.

broche Ruby Lips, meu preferido

Dali começou a se aventurar como criador por volta de 1938. Ele fazia questão de escolher pessoalmente todas as gemas que seriam usadas, não só pela qualidade e cor, mas sim pelos sentimentos que as pedras causavam no pintor. Os temas das peças eram similares ao de suas pinturas: religião, mitologia, natureza e surrealismo. O trabalho de ourivesaria era executado pelas mãos do espanhol erradicado em Nova York, Carlos Alemany, o qual tinha o dom de capturar a visão do pintor de suas telas e transformá-las em lindas peças“. (Trecho retirado de http://daslu.com.br/conteudo.php?cat_id=119&materia_id=10495)

O rubi era a gema preferida de Dalí. Um das peças mais famosas dele (e por acaso a minha preferida) é o broche Ruby lips, feito em rubi e pérolas. Ele também transformava em jóias algumas de suas esculturas famosas, como o Space elephant, que virou broche em ouro.

Não é fantástico quando um artista consegue se expressar através de tantas formas distintas? Separei mais jóias para vocês conferirem na galeria abaixo:

La Biennale di Venezia

segunda-feira, 22 de junho de 2009

venezia

No ultimo fim de semana visitei a bienal de Veneza. Ou melhor, uma parte da. A bienal é um mundo. Em todos os aspectos. A começar pelo título da exposição principal deste ano – “Fare mondi”, ou seja, fazer mundos. São dezenas de pavilhões, cada um retratando um país diferente. Depois, pela dimensão do evento. Andei o equivalente a ir de Natal a Macaíba a pé, e nao vi metade das coisas rs.

Mesmo assim consegui registrar muita coisa, e  fiz muitas fotos que vou postar aqui ao longo da semana.

Esses são meus pezinhos cansados, repousando diante do pavilhão da Turquia.