Mais looks que eu escolhi na Clarim =)

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O último post que fiz com as peças da coleção nova da Clarim ficou com gostinho de quero mais, né?

Tantas peças lindas, modelagem boa e preços bem amigos. Então aqui vão mais alguns looks que eu amei e escolhi para postar aqui no blog.

Nâo preciso nem dizer que o meu preferido foi o macacão, ne?

Também AMEI esse último vestidinho 🙂

E vocês? Gostaram mais de qual?

Escolhi peças que têm um caimento legal e vestem bem. Ultimamente ando muito chata com modelagem e caimento de roupa. Impressionante como muda o visual ter cuidado com ombro no lugar, costuras retinhas, cinturinha ajustada…

Lembrando que as peças novas chegaram às duas lojas da Clarim – Cidade Jardim e Salgado Filho.

Para acompanhar todas as novidades é só curtir a página da Clarim no Facebook, que todo dia tem peças novas por lá.

 

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Entrevista: Flávio Rocha, o homem da Riachuelo

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No último fim de semana o empresário Flávio Rocha, CEO da Riachuelo, anunciou em seu Instagram que a varejista vai abrir uma flagship na Oscar Freire, a rua mais luxuosa de SP (Para quem quiser segui-lo, o perfil é @flaviogr1 ). A nova loja fica na esquina da Hadock Lobo com a Oscar Freire e deverá ser inaugurada em novembro. A ideia é que a loja premium receba as coleções especiais que a Riachuelo faz em parceria com estilistas famosos.

E aí achei que seria uma boa oportunidade para publicar aqui no blog uma entrevista que fiz com Flávio Rocha no mês passado, para a revista Bzzz. A matéria foi capa da edição de estreia da revista e quem quiser conferir a publicação na íntegra é só acessar o site e folhear a revista on line http://www.revistabzzz.com/

Para quem não sabe, a Riachuelo é de Natal. Na entrevista, Flávio Rocha fala sobre a história do grupo Guararapes no RN, o marketing de moda, o varejo no Brasil, a ida da Zara para o shopping que faz parte das empresas do grupo e muitas coisas interessantes para quem lida de alguma forma com o mercado de moda brasileiro – seja como profissional ou como consumidor. 

O texto abaixo é o “original sem cortes”, ou seja, não passou por edição, logo é mais extenso que o publicado na revista. Também destaquei com aspas e letras maiores as partes que achei mais interessantes da entrevista. Enjoy!

Numa semana movimentada em São Paulo, no ápice dos protestos e manifestações que fechavam as ruas, o empresário potiguar Flávio Rocha, presidente da Riachuelo, me recebeu para a entrevista. Como todas as conversas nos últimos dias, esta também começou com um pedido de desculpas pelo atraso, pois estava mais complicado vencer as distâncias e o trânsito da capital paulista. Mas o que um bilionário pensa sobre esse novo momento, as reivindicações e o povo nas ruas?

“Eu vejo tudo isso com muita preocupação, porque a manifestação infelizmente está com um cunho despolitizante. O momento difícil que nós estamos vivendo em termos de representação política se deve justamente à falta de politização. E o discurso predominante e generalista, que todo político é picareta, isso não constrói. O que constrói é se aproximar da política, porque o pior castigo para quem não gosta de política é ser governado por quem gosta. É preciso ter um foco nessas manifestações e cobrar dos responsáveis as mudanças”.

[Um dia depois desta entrevista, no maior protesto da história de Natal, alguns participantes da manifestação quebraram as portas e tentaram invadir o Midway Mall, o shopping que é hoje a menina dos olhos do Grupo Guararapes. Para o empresário esse poderia ser um exemplo bem próximo de falta de foco.]

Para Flávio Rocha, a falta de interesse do brasileiro por política atrasa o crescimento do país de várias maneiras. “Cada vez que o voto se afasta da política, passa a prevalecer  aquela má política, que vive do curral eleitoral, do fisiologismo, do bolsa isso, bolsa aquilo. E isso é o que existe de pior na política”.

Mas trata logo de explicar que não é contra os programas sociais, apenas que acha que eles precisam melhorar a ação.

“Os ‘bolsas’ tiveram um grande papel, mas acho que precisa ter uma rota de fuga, não pode virar uma profissão. Num primeiro instante, para uma inclusão, para colocar no mercado de trabalho, é bom. Mas o que a gente vê é que esse dinheiro muitas vezes passa a ser até uma concorrência ao emprego formal, o que é ruim até pro cidadão que se acha beneficiário”.

A informalidade é desde sempre o Calcanhar de Aquiles da gigante Riachuelo. Mais da metade do comércio popular de roupas no Brasil está nas mãos dos vendedores informais. Esse número já foi maior e foi também o responsável pela grande crise da história da marca, no final dos anos 80, quando a empresa abriu concordata.

“Foi um momento muito difícil. A gente até chegou a se questionar se fazia sentido manter uma empresa, uma cadeia como essa, num mundo que era predominantemente clandestino e informal, num pais que já tinha uma das maiores cargas tributaria do mundo”.

O apego do patriarca e fundador do grupo, Nevaldo Rocha, falou mais alto e decidiram manter o negócio e procurar uma saída.

“Fizemos uma reestruturação enorme. Fechamos muitas lojas e mudamos o foco. Até  aquele momento a Riachuelo era focada em preço. Foi ali que a gente identificou que tinha um novo segmento surgindo. Ate então tinham 2 segmentos: os que tinha renda e informação e que consumiam  moda; e os que não tinham nem renda nem informação e que consumiam roupa. E ali estava  começando a surgir, pela democratização da informação, um terceiro segmento, ainda sem renda, mas já com informação e já disposto a pagar um pouquinho mais para ter a ultima tendência,  o último lançamento de moda”.

Foi quando a Riachuelo parou de competir por preço com o mercado informal e passou a se diferenciar pela informação de moda. O que para as massas era somente objeto de desejo, passou a ser objeto de consumo produzido a um preço mais baixo pela Riachuelo. E foi aí que começou o pionieirismo da grande varejista da moda potiguar em um tipo de ação que viria a ser replicado pelas cadeias mundiais de fast fashion alguns anos depois: as parcerias com estilistas famosos.

O que Flávio Rocha conta em tom de brincadeira tem lá sua parcela de verdade. As ações das gigantes Zara, H&M, Top Shop e tantas outras não foram copiadas da Riachuelo, claro. Mas o que aconteceu é que, apesar da liderança mundial e dos bilhões gastos em pesquisa de mercado, essas empresas só há poucos anos perceberam algo que Flávio Rocha já estava de olho há pelo menos três décadas: a democratização da informação de moda e a evolução da maneira de comprar das massas, que deixaram de ver a moda como apenas uma maneira de evitar a nudez e passaram a enxergá-la como forma de expressão e poder.

A primeira parceria da Riachuelo com um estilista famoso foi nos anos 80, com Ney Galvão. O designer baiano radicado em São Paulo apresentava um programa de TV com Marília Gabriela e era a bola da vez entre as consumidoras mais abastadas do sudeste. Fechou parceria com a Riachuelo e produziu uma série especial assinada por ele para a varejista. Fez sucesso, claro, e a Riahcuelo não abandonou mais a prática. Só no ano passado foram 9 parcerias com estilistas. O objetivo não é conquistar um novo público ou conseguir uma fatia dos consumidores endinheirados dessas marcas caras, mas sim atender ao próprio público da Riachuelo, que  agora lê sobre moda e deseja o que está nos blogs, nas novelas e nas vitrines do mundo.

Outro exemplo do estilo avant garde da Riachuelo foi a arriscada aposta que Flávio Rocha fez no início de sua carreira no grupo, patrocinando Ayrton Senna quando ele era somente um promissor piloto desconhecido. O filho de Nevaldo Rocha havia acabado de criar a Pool, marca de jeans da Riachuelo, e a primeira ação de marketing foi o apoio a Ayrton.

“A pool foi o inicio da minha vida profissional e um dos grandes propulsores do crescimento da marca foi uma irresponsabilidade que eu cometi aos meus vinte e poucos anos que talvez não cometesse agora. Eu peguei toda  a verba de propaganda e apostei num corredor que estava ainda despontando na carreira. Ayrton queria ir correr na Inglaterra e foi quando a gente se encontrou, conversou e eu resolvi patrociná-lo. E foi o maior investimento publicitário que a gente podia ter feito. Eram corridas semanais e todo domingo eram 3, 4 minutos direto de Fantástico na TV. Foi um grande sucesso e isso deu uma grande visibilidade à Pool” relembra.

 

Modelo de negócio

 

Flávio Rocha é sempre convidado a dar palestras e falar sobe o modelo de negócios da Riachuelo. A cadeia integrada do Grupo Guararapes inclui fábrica, transporte, logística, varejo e crédito. Nessa cadeia estão a Fábrica Guararapes, a Casa Verde transportadora, as lojas Riachuelo, o shopping Midway Mall e a Midway Financeira. É a única empresa brasileira a conseguir produzir esse modelo.

“Nos vamos do fio à ultima prestação do financiamento. Isso dá um ciclo financeiro de quase 400 dias. Acabamento do fio, confecção, logística, varejo e o braço financeiro com a Midway Financeira com seus 22 milhões de cartões de crédito ativos. É a maior carteira de cartões private label do Brasil. Esse modelo tem a sua lógica e a razão de existir. A sinergia da cadeia integrada é o que dá duas coisas essenciais à moda: baixo custo – nós somos lideres em preço é muito difícil para uma empresa só varejista acompanhar a nossa competitividade em custo; e em segundo lugar a velocidade que a tendência chega às lojas, que é muito importante”, explica.

A Riachuelo já chegou a operar com 90% de produção própria. Quase tudo de vestuário que era vendido nas lojas era produzido nas fábricas do Rio Grande do Norte e do Ceará – principalmente na fábrica de Natal, que tinha 3/4 da produção e 18 mil funcionários. Apenas cerca de 5% era importado.

A partir de 2010 esse quadro mudou e hoje a Riachuelo tem apenas 45% de produção própria. Pouco comparado ao passado da empresa, e ainda muito comparado às concorrentes, que terceirizam quase toda a produção.

“A produção própria caiu porque foi duramente atingida pela quebra de competitividade que é  o grande problema das empresas brasileiras hoje. É muito mais caro e difícil porduzir aqui. Está ficando inviável. A industria têxtil está perdendo competitividade e a china está dominando”

A maior parte do que é importado pela Riachuelo hoje vem da Ásia. Flávio Rocha viajou recentemente à China, onde foi conferir de perto as ações do escritório do Grupo Guararapes naquele país. Quando se terceiriza a produção, surge o problema da falta de controle  sobre os processos produtivos. Segundo o empresário, o objetivo do escritório chinês é fiscalizar as condições de trabalho das confecções que fornecem para a Riachuelo, evitando problemas semelhantes ao que ocorreu com a Zara, que vendia peças produzidas em condições análogas à escravidão. Sobre as condições de trabalho das confecções chinesas, o empresário garante que o que viu de perto é bem diferente do que está no imaginário popular:

… a empresa não pode crescer, tem um limite de número de funcionários e um teto de faturamento. Uma empresa nesse teto do super simples não consegue ter acesso às tecnologias mais elementares. Ela não consegue sequer comprar uma máquina de corte automático, porque a maquina já dá um faturamento maior que o teto do simples . Então ela tem que se preservar num estado de precariedade tecnológica e precariedade de trabalho.

A prática dessas empresas é recorrer à terceirização e quarteirização. Uma oficina corta outra monta, outras dão acabamento. Então você tem muitas vezes uma fábrica de confecção que se abastece de 30, 40 oficinas e essas ainda se abastecem de outras. Então vira uma rede inadiministrável. O nosso modelo não sofre desse problema porque temos produção própria e uma vigilância muito forte em cima do que não é de produção nossa” explica.

 

Expansão

 

A história da Riachuelo começa no final dos anos 30, quando Nevaldo Rocha, pai de Flávio Rocha, veio de Caraúbas para Natal. Nos anos 40 ele abriu sua primeira loja de roupas, chamada A Capital. Junto com o irmão ele implantou uma pequena confecção em recife, a Guararapes. Anos depois a fábrica mudou para Natal e foram construídas novas fábricas em Fortaleza e Mossoró. Até que em 1979 Nevaldo Rocha comprou a cadeia de lojas Riachuelo, que passou a fazer parte do Grupo Guararapes.

Hoje a Riachuelo está colocando em prática seu mais ousado plano de expansão. O grupo fechou 2012 com 170 lojas e quer chegar às 210 até o fim de 2013. São mais lojas do que já foram construídas em 66 anos de empresa.

A expansão é fruto da demanda, que tem proporcionado o bom momento do varejo no Brasil, principalmente do varejo de moda. Com o aumento do poder de compra, o brasileiro nunca consumiu tanta roupa como agora.

“O varejo é uma ilha de prosperidade no Brasil, é o que está puxando o crescimento.

No ano passado o varejo cresceu 8 vezes mais que o PIB. A projeção daqui pra frente é que esse quadro continue.É o setor que mais emprega e que mais anuncia”, se orgulha Flávio Rocha, que é também presidente do IDV – Instituto para o Desenvolvimento do Varejo.

O processo de expansão é acompanhado de perto pelo fundador do grupo, Nevaldo Rocha, que vive em Natal. A diretoria da Riachuelo viaja semanalmente à capital potiguar para se reunir com seu Nevaldo e ele viaja constantemente com o grupo para supervisionar de perto as novas lojas. Nenhuma decisão é tomada sem ele, pelo contrário, é o patriarca quem orienta a maioria dos negócios.

Quando o Grupo Guararapes iniciou as pesquisas para a construção do shopping Midway Mall, foram contratados três estudos de mercado. O mais otimista deles dizia que Natal comportava um novo shopping de 20 mil metros quadrados de área bruta de lojas. Seu Nevaldo ignorou completamente os estudos e disse que o shopping iria ocupar todo o terreno, e que seriam 70 mil metros quadrados de lojas.

“Perdi muitas noites de sono pensando que estávamos construindo um elefante branco. O que eu não contava era com a capacidade do mercado natalense e a geneorisdade do consumidor natalense que abraçou o shopping de uma maneira incrível”, relembra.

Ignorar as previsões sobre a capacidade do mercado consumidor natalense é o passatempo preferido da família Rocha. Novas estatísticas davam conta de que a cidade também não comportaria um teatro com as dimensões do Teatro Riachuelo. Mais uma vez as previsões foram deixadas de lado e o resultado foi um novo sucesso.

 

Cortando na própria carne

 

O Midway Mall acaba de passar também por uma expansão. A principal novidade é a chegada da Zara ao terceiro piso. A cadeira espanhola de fast fashion é uma das mais cultuadas no mundo da moda e durante muito tempo houve uma especulação de que o Natal Shopping iria trazer a Zara para Natal, mas o foi Grupo Guararapes quem acabou ganhando a corrida. E aí o mais difícil foi convencer seu Nevaldo a abrir mão de um bom pedaço da Riachuelo, para dar espaço aos dois mil  metros de área que a gigante espanhola exigia.

 

Bilionários

 

Com um negócio avaliado em cerca de R$ 7 bilhões, Flávio e Nevaldo Rocha são os únicos brasileiros do setor têxtil presentes na lista de bilionários da Forbes. Eles trilham o caminho de empresários como Amancio Ortega – da Zara e Stefan Persson – da H&M.

“Algum tempo atrás não se podia imaginar essa mudança de perfil da geração de riqueza. Uma mudança de ciclo. Essa lista um tempo atrás era privativa de grandes banqueiros ou de grandes industrias petroquímicas ou mineradoras. Era um outro perfil. Era tipicamente economia primária. Isso mudou drasticamente. Hoje a geração de valor, com a migração de poder para o consumidor, está em quem está mais próximo do consumidor. O varejo é que está crescendo e eu acredito que aqui no Brasil nós estamos começando a década do varejo. E mais especificamente o varejo de moda, justamente por causa dessa democratização da moda” comemora Flávio Rocha.

Mas o que assusta e tira o sono de um bilionário? Para o homem da Riachuelo, o pesadelo é o que ele chama de custo-Brasil.

“Eu vi agora mesmo um relatório da Zara, que opera em 65 países, que diz que o país mais difícil de se operar é o Brasil. Em seguida vem a Argentina. Pela complexidade tributária, pelo excesso normativo, pela burocracia… Isso é um dos grandes fatores de queda vertiginosa da competitividade no nosso país. Todos esses entraves, tudo isso é custo. É o custo-Brasil, que empurra o nosso desenvolvimento pra baixo. Muitas são as empresas que vem para o Brasil atraídas pelo seu potencial de mercado, mas muitas desistem. É um labirinto. Antes se fala muito em taxas de juros, no câmbio, na carga tributária, mas hoje acho que o grande obstáculo é o excesso regulatório, o labirinto jurídico, tributário e normativo que torna muito difícil competir no país”, desabafa.

No Rio Grande do Norte a situação para as empresas também não é das melhores, segundo Flávio Rocha. O empresário costuma se referir constantemente às “forças que trabalham contra o desenvolvimento” ou “a banda do contra”. Mas prefere não ser mais específico nem citar nomes “porque a represália vem, são pessoas rancorosas”. Mesmo assim, dá uma pista de onde está o entrave:

“São órgãos regulatórios, com a legislação cheia de subjetividade, regidos por gente que não entende nada do assunto. Coisas do tipo… Você compra uma maquina de milhões de euros, essa maquina é colocada aqui e os orgãos regulatórios exigem adaptações na máquina que chegam a custar mais da metade do preço dela. É uma coisa difícil de entender. Pessoas que nem sequer tem formação específica para fazer isso e impõem essas coisas absurdas”.

E completa:

“O que falta ao RN é uma liderança forte pró desenvolvimento, pró negócios, capaz de convocar essas forças que lutam contra pra um projeto global e abrangente de desenvolvimento. Não é impossível. Pernambuco consegue fazer isso muito bem, porque nós não?”, questiona.

 

Futuro

 

De celular e iPad sempre em mãos, Flávio Rocha é viciado em gadgets e sempre deixa um pouco dos seus bilhões nas lojas de tecnologia pelo mundo. Casado e pai de quatro filhos, a família inteira respira moda. Dois dos filhos já trabalham com ele na Riachuelo. Felipe Rocha, o mais velho, está à frente do departamento de moda jovem masculina da rede. A mulher é designer de joias e os dois costumam sempre viajar em busca do que é trend no mundo.

Apesar da preocupação com a competitividade das empresas, o empresário tem conseguido acumular mais horas de sono tranquilo do que noites insones. O posicionamento da Riachuelo no mercado está caminhando para uma expansão cada vez maior no gigante e ainda pouco explorado mercado brasileiro. As possibilidades em solo nacional são muitas e o empresário prefere descartar a possibilidade de vender fora do Brasil.

“O Brasil é um mercado ainda inexplorado. Pra você ter uma ideia o mercado brasileiro é um mercado de 10 bilhões de peças de roupa por ano. A Riachuelo, que é a maior empresa de moda do país, vai vender esse ano 140 milhões de peças de moda. Ou seja, é só 1,4 % de participação no mercado. Ainda tem muito pela frente. Quero chegar logo aos 10% de participação. Apesar de seu Nevaldo achar que já fomos longe demais, para mim estamos só começando”.

 

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Dia dos Namorados Clarim

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Gente, a Clarim está em clima de Dia dos Namorados e cheia de peças lindas ♥

Desejei várias coisas dessa coleção!

Se você tem uma namorada, ainda não escolheu o presente dela e rola aquela insegurança “o que será que ela gostaria de ganhar?” Fica a dica: Ela sempre vai gostar de roupa, sapato e maquiagem.

Ok, tem as exceções (tem mesmo? será?) mas é absurdamente difícil que sua namorada odeie ganhar um desses presentes.

O bacana é que lá na Clarim você pode pedir ajuda para as vendedoras que elas vão super te orientar a escolher o presente perfeito.

E eu ajudo daqui, mostrando os looks que mais gostei. Vamos lá? 😉

Ah, e se você não tem namorado, compre um presentinho para você mesma e curta super linda a fase solteira.

Escolha um look lindo na Clarim e chame as amigas para ver as primeiras temporadas de Sex and The City tomando bons drink. É impossível não ser uma solteira feliz vendo Carrie e as amigas na melhor fase 😉

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A arte de Jackie Ilustra

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Comecei a prestar atenção no trabalho de Jackie quando alguns amigos começaram a compartilhar as ilustrações dela no Facebook.

A cada nova aparição dela na minha timeline, era uma coisa ainda mais fofa que a anterior. O traço de Jackie é bem lúdico, aquela coisa que lembra um desenho de criança, um tipo de imagem que está na memória de todo mundo de alguma maneira.

O fofurômetro vai lá em cima, ó…

Já me imaginei criando uma coleção de roupas e encomendando croquis nesse estilo de desenho ♥

Quando ela começou a fazer ilustrações inspiradas nas fotos das pessoas, aí eu achei mais lindo ainda!

E  fiquei curiosa para saber quem era essa moça com quem eu tinha tantos amigos em comum, e como eu ainda não conhecia um trabalho tão legal, mesmo morando na mesma cidade que ela.

Daí mandei uma mensagem para a Jackie no Facebook e pedi para que ela me respondesse uma pequena entrevista por email para eu publicar aqui no blog.

O trabalho dela é um encanto e merece ser divulgado e conhecido por mais gente.

Então, se vocês ainda não conheciam, conheçam agora Jaqueline dos Santos Monteiro, a Jackie Ilustra 🙂

Salto Agulha: Primeiro a pergunta que você deve sempre ouvir: Como você começou a desenhar? Desde pequena? Alguém ensinou? Fez algum curso? 

Jackie Ilustra: Minha vida com esse mundo da arte de desenhar começou bem pequena. Minha prima que hoje é arquiteta (Marcia Rossana) morou um tempo na minha casa e gostava muito de desenhar, eu ficava fascinada com os desenhos e queria muito fazer igual, isso me levou a tentar e exercitar bastante. 

Meu pai também gostava muito de desenhar e minha mãe tinha muita habilidade com trabalhos manuais, isso me motivou muito, porque tudo que se observa em casa de uma forma ou de outra interfere nas suas decisões. 

Um dia minha mãe pediu folga no trabalho e me levou no Solar Bela Vista, lá haveria uma prova de aptidão para quem quisesse fazer o curso de desenho, ao passar no teste e começar de fato a fazer parte daquele mundo, imerso a materiais como papeis, carvão, tinta nanquim e tantos outros, me apaixonei ainda mais pela arte de desenhar. 

Depois disso também fiz curso de desenho de observação e história da arte na Capitania das Artes, durante uns dois anos e só parei porque precisei começar a trabalhar, mas nunca deixei de desenhar, nem que fossem alguns rabiscos. 

SA: Em que momento você percebeu que poderia trabalhar com isso? Você ja teve ou tem outro trabalho paralelo? conseguia/consegue conciliar os dois?

JI: Trabalhei dois anos com contabilidade, mais precisamente no setor fiscal, em um escritório Contábil. Em seguida numa loja de veículos e depois disso trabalhei durante sete anos em uma Universidade particular aqui de Natal. Lá me formei em Design Gráfico e foi aí que descobri minha real vocação e larguei tudo pelo sonho que hoje está se tronando realidade de trabalhar somente com a ilustração. 

SA: Fala um pouco de você, onde nasceu (é de Natal mesmo?) o que gosta de fazer (além de desenhar)?

JI: Sou de Natal/RN, embora todos sempre perguntem se eu realmente sou daqui, nuca entendi muito bem isso…Nasci e me criei nessa cidade linda e gosto muito daqui. Amo música, já pensei em cantar , estou montando um projeto com um amigo que iremos lançar ainda esse ano, essa paixão me leva a sempre escutar muita música, quando estou desenhando e quando estou de bobeira, os ritmos me acompanham de acordo com meu humor, quem me conhece bem, sabe quando estou mal humorada ou feliz, pelas músicas que eu escuto. 

Amo o Bairro da Ribeira e todos os eventos que tem lá. Gosto de ler, mas leio pouco, adoro conhecer gente nova, mesmo que por um momento em uma parada de ônibus, na fila do banco, tem sempre uma história legal para ser ouvida. Amo cinema, gosto de assistir filmes em casa, mas o prazer de ir ao cinema tem um sabor totalmente diferente para mim. Gosto de rir com os amigos e estar ao lado das pessoas que me amam. 

O mar é como um balsamo para mim, sou neta de pescador por parte de pai e mãe, talvez dai essa minha ligação com o mar. Embora more em uma cidade de lindas praias tenho ido pouco a elas, mas sempre que vou é uma sensação única para mim. 

SA: Como é a sua produção? Você tem hora certa no dia para desenhar ou é quando vem a inspiração? Como é o processo criativo?

JI: Sempre que recebo um e-mail ou pedido pelo face, faço uma pesquisa de imagens para me inspirar. Sempre escutando música, gosto muito de desenhar ao som deTiê, Thiago Petti, Tulipa, Marcelo Jenessi e tantas outros músicos bons que tem surgido. Quando as idéias estão se formando, começo os esboços e dependendo da criatividade do momento já termino o trabalho. Começo a trabalhar pela manhã, mas não tenho hora para acabar. Atendo muito aos meus instintos e vai muito deles me dizer quando devo parar.

SA: Como você começou a trabalhar com ilustrações? De onde veio o primeiro convite e como você conseguiu clientes?

JI: A primeira ilustração em aquarela que eu fiz foi no evento de apresentação do portfólio na Faculdade. Foi sem muita intenção de que desse certo porque na faculdade eu trabalhei muito mais com arte digital do que no papel, mas queria um trabalho que fosse diferente no meu stand e na tarde anterior ao evento fui ao centro, comprei material e criei as tela que fizeram o maior sucesso no dia.

Fiquei muito feliz com o resultado e muito mais com a reação das pessoas. Isso me motivou a querer fazer mais telas e aprimorar aquele trabalho. A partir daí eu comecei a divulgar o trabalho pelo face, montei minha page e os primeiros clientes foram surgindo. As parcerias com outras pages foram acontecendo e o meu trabalho foi se tornando cada vez mais conhecido. 

As duas primeiras ilustrações de Jackie. Já começou bem, né? 

SA: Você tem um traço bem característico. Acho que cada desenhista tem o seu, mas como você fez pra desenvolver isso? Foi natural ou você perseguiu essa forma?

JI: Sempre tive esse traço mais ligado ao lúdico, mas não foi sempre que eu aceitei. Queria que meu traço fosse diferente e ao entrar em conflito com isso perdi muito tempo achando que meu trabalho não teria aceitação com o publico adulto. Quando resolvi aceitar o meu traço, percebi que independente da faixa etária as pessoas simplesmente gostavam do que viam e eu pude ir me  aperfeiçoado com um tempo e tudo se tornou mais prazeroso. 

SA: O que você mais gosta de desenhar?

JI: Gosto de desenhar pessoas e isso não é de hoje. Persigo essa paixão desde o primeiro momento em que comecei a desenhar.

E falando em desenhar pessoas, olha que linda que eu fiquei de ilustração ♥♥♥

A Jackie me fez essa surpresa quando eu mandei o convite para a entrevista. Achei tão fofo, mas tão fofo! Tô doida para colocar num quadrinho na minha parede, ou num porta-retrao na penteadeira que terei em breve 😀

É isso gente. Esse é o trabalho bacana que eu queria que vocês conhecessem hoje. Fiquei super feliz e orgulhosa com a Jackie fazendo uma coisa tão bacana em Natal.

Ah, mas é claro que ela aceita encomendas de todos os cantos do mundo, viu? Vai lá na página dela no Facebook (Jackie Ilustra) ou nesse site para fazer um pedido.

Acho que é um presente incrível e super personalizado dar uma ilustração assim para alguém. Fica a dica.

 

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Mais novidades da Clarim

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Começando a semana postando mais novidades da loja parceira do blog 😀

Como a Clarim é beeeem grande e tem uma variedade enorme de peças, dá pra encontrar vários estilos por lá.

Essa semana o destaque é o Militarismo – a tendência que voltou sem nunca ter ido!

Sim, porque de uns tempos pra cá a mídia de moda começou a falar na “volta do militarismo” mas ele nunca foi de fato. Desde 2008, 2009 a gente vê o combo verde militar + couro + estampa camuflada + tachas por aí.

(Isso sem falar que a tendência surgiu láaaaa nos anos 40 e foi revisitada muitas vezes nessas últimas décadas)

As saias longas com top curtinho (cropped como o povo das modas gosta de chamar) também estão por lá…

E maxi brincos tem de monte, a preços bem honestos 😀

Pronto! Agora vocês tem a semana todinha para ir lá na loja conferir as novidades de perto 😉

E também podem mandar aí nos comentários sugestões do que vocês gostariam de ver nas araras da Clarim.

Como falei no post da semana passada, a loja tá buscando interação cada vez maior com as clientes!

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