Produtos de beleza com design retrô ♥

Posted on

 

Sabe quando você quer comprar uma coisa só por causa da embalagem?

Não? Sorte sua então, que não deve ter o costume de jogar dinheiro fora e levar pra casa um produto bonitinho mas ordinário 😉

Já eu adoro uma embalagem fofa. Se tiver design retrô e uma carinha de que saiu do necessaire da Audrey Hepburn então, eu não resisto! Muitas vezes o produto não é tão bom quanto belo e eu acabo me ferrando.

Me encanto por tudo que tem um jeitinho antigo e acho que os cosméticos eram muito mais bonitos antigamente. Minha avó tinha um “rouge”  com a foto de uma pin up na tampa que lembro até hoje!

Então resolvi fazer esse post com os produtos das embalagens mais lindas – e que são bons de verdade!

Pode confiar que esses lindos eu já teste – e amei! – todos 🙂

1- TALCO SUPERFINO GRANADO (R$ 45,00 no site da Granado) – Esse é pra quem gosta de coisas do tempo da vovó! Preparado com grãos finíssimos, ele tem um cheirinho super gostoso e absorve a umidade da pele, deixando aquela sensação de “acabei de sair do banho”. É ótimo pra dormir e tem várias fragrâncias disponíveis. Mas o melhor é a embalagem cor de rosa co aplicador de pompom!!! Só amor!

 

2- BATOM ROUGE VOLUPTÉ YVES SAINT LAURENT (R$ 169,00 na Sephora) Acho que é o batom da embalagem mais linda do mundo! As cores são bem bonitas, super vivas, e a textura é uma delícia! Para comprar no Brasil o preço é bem salgado, então prefiro comprar quando viajo e fazer estoque dele.

 

3- ILUMINADOR BATHINA BENEFIT (R$ 149,00 na Sephora) Iluminador corporal clássico da Benefit. Um dos mais vendidos no mundo e o dono da embalagem mais fofa. Foi por causa dele que me veio a ideia desse post. Além de lindo é uma maravilha para deixar a gente com aquele brilho top, capa de revista. Dá pra usar como iluminador no rosto também, para dar aquela cara de rica. O problema é que é tão lindo que dá pena usar!

 

4- BALM ROSEBUD SALVE (R$ 6,00 em média, vende em vários sites) Balm labial super querido! Hidrata direitinho, deixa os lábios macios e dá pra usar nas cutículas e nas áreas ressecadas como joelho e cotovelo. As latinhas são lindas e ficam um charme na necessaire!

 

5- MISS DIOR EAU DE PARFUM (R$ 205,00 o de 30ml na Sephora) Meu perfume preferido no mundo, meu cheirinho <3 Uso há anos e não troco por nada! Mas é outra coisa que só acho vantajoso comprar em viagens. O preço dele no Brasil é absurdo, então nem ouso. De tão lindo, o frasco pode ser tranquilamente usado como objeto de decoração. Amo!

 

6- FASHION TAPE THAT GIRL  (R$ 24,90 no site da That Girl) A marca carioca That Girl tem tudo que a gente precisa para nos salvar de pequenos acidentes e armadilhas do cotidiano fashion: fita adesiva para segurar a barra da calça, clip para segurar as alças do sutiã, caneta removedora de manchas em tecido… Essa Fashion Tape eu amo e serve para um monte de coisa: segurar a alcinha da blusa que vive caindo, fazer uma barra rápida na calça, segurar o cinto naquela roupa que não tem passador… É super útil e tem uma embalagem linda!

 

7- SABONETE L’OCCITANE BONNE MÈRE (R$ 19,00 cada na L’Occitane) A L’Occitane tem muita coisa linda, mas esses sabonetes têm uma carinha vintage que me encanta! Não é barato, mas pelo cheirinho e pela carinha vintage, super vale a pena!

 

E vocês, gostam dessa vibe retrô? Conhecem e indicam outros produtos nesse estilo? Compartilha aí nos comnetários! 😉

10
  • Compartilhe  →

Feira Moderna domingo em Natal!

Posted on

 

Se você é do time que vive reclamando que domingo é um dia meio morto, olha que bacana o evento que vai rolar em Natal, no Café Salão, no domingo dia 08.

A Feira Moderna vai reunir o trabalho de diversos artistas, entre eles o Dodô Patchwork ( vocês lembram do meu patchwork lindo, né? 🙂 Essa é a oportunidade de encomendar o seu!).

Bom pra olhar, comprar, ver gente interessante, encontrar os amigos e  ME VER (siiiim, estarei em Natal e queria que todo mundo fosse lá me dar um abraço #carente hahahaha)

Além disso tem exposição fotográfica, os móveis da Cria da Casa, cerveja da Cervejaria Nostalgia, Origamis, Cupckaes e muitas outras coisas…

Muita gente bacana vai estar mostrando – e vendendo – o trabalho por lá.

A Feira Moderna começa às 16h e o endereço do Café Salão é Av Duque de Caxias, 110, Ribeira. O telefone é 3212 1655.

Vamos? 😉

3
  • Compartilhe  →

Fashion Nature

Posted on

Adoro mostrar aqui no blog trabalhos criativos que envolvam moda e design, vocês já notaram né? 😉

Olha só que ideia bacana e que trabalho lindo da artista malasiana Tang Chiew Ling

Ela usa folhas e flores para “vestir”  ilustrações minimalistas e o resultado é incrível. Usando a forma das folhas ela vai criando vestidos bem lindos para as moças ilustradas – inclusive Audrey Hepburn!

Simples e belo, né?

3
  • Compartilhe  →

Audrey street art

Posted on

 

Sabe aquelas coisas que você vê, se encanta e não quer parar de olhar? Foi assim quando vi esse mural do artista americano Tristan Eaton.

Estava fazendo meu tour diário pelos blogs, pulando de link em link, quando me deparei com essa Audrey linda e colorida numa parede de Nova York <3

O mural “Audrey Hepburn” cobre parte da lateral do Caffé Roma, no bairro Little Italy, em NY. A obra faz parte do projeto “L.I.S.A – Little Italy Street Art”, uma iniciativa que reune artistas dispostos a colorir os muros próximos à histórica Mulberry Street.

Já imagino uma coisa assim na parede da minha sala de trabalho 🙂

E as cores e recortes desse mural me lembraram o Patchwork que eu ganhei de presente de meu namorado <3

Lembram?

Aliás, preciso fazer um post mostrando como o patchwork ficou lindo impresso e emoldurado! Vou fotografar meu quarto para mostrar pra vocês.

Achou legal e não viu o post antigo sobre os patchworks? Clica aqui pra ver 😉

0
  • Compartilhe  →

Grife do cangaço*

Posted on

 

*Matéria feita por mim para a revista digital Living For. Gente, eu amei muito escrever esse texto! Sempre admirei o trabalho do Mestre Espedito e foi delicioso escrever sobre ele. Quem ama a estética do sertão e todo o significado que ela carrega também vai curtir 😉

 

Se o hábito faz o monge, é Seu Espedito Seleiro quem ajuda a fazer o cangaceiro. Essa história começa na cidade de Nova Olinda, Cariri Cearense, quando Espedito Veloso de Carvalho era ainda um menino de oito anos. O pai dele – assim como o avô e  o bisavô – era vaqueiro e seleiro. De dia estava embrenhado no meio da caatinga correndo atrás do gado. À noite acedia a lamparina no alpendre e virava artesão. Fazia selas, chapéus, peitorais, perneiras e gibões de couro. Toda a indumentária do vaqueiro, uma espécie de armadura de couro. Na época era comum que o próprio vaqueiro confeccionasse suas vestes. Ou ao menos tentasse uma vez. Se levasse jeito, acumulava os dois ofícios. “Casa de pai escola de filho”, é o ditado que Seu Espedito Seleiro sempre usa para justificar a escolha da profissão que exerce até hoje, aos 74 anos, e que lhe rendeu o sobrenome. “Eu segui os passos do meu pai, do meu avô e de toda a família deles. Mas só segui com o couro mesmo. Ser vaqueiro não levo jeito, não. Tentei uma vez, pra nunca mais! Era só pra cair mesmo”, lembra emendando com uma gargalhada. O talento que ele não herdou para ser vaqueiro, veio em dobro para ser artesão. Desde cedo ajudava o pai e era “astucioso”, como se diz lá pelo sertão.

Durante muito tempo o pai de Espedito fez as peças em couro que vestiam os cangaceiros da época. Tudo começou quando um belo dia ele recebeu uma encomenda diferente: “Um rapaz passou lá em casa e pediu pro meu pai fazer um modelo de ‘alpercata’. Disse o jeitinho que ele queria, de couro, com o solado quadrado. Ele perguntou: o senhor faz? Meu pai disse: faço”, conta. Ao receber a encomenda, antes de pagar, o rapaz fez uma revelação: A sandália não era pra ele, era uma encomenda do ex-coronel da guarda nacional Virgulino Ferreira da Silva, o famoso – e temido – Lampião. “Meu pai teve foi medo, mas vendeu a sandália. Fez o trabalho, né?”

A partir daí Lampião virou cliente assíduo. É importante dizer que o traje era parte importantíssima da vida do cangaceiro. Primeiro porque oferecia a proteção necessária para viver no ambiente pouco confortável da caatinga. Depois, porque oferecia alguma possibilidade de camuflagem. As sandálias com o solado quadrado serviam para despistar a polícia. Quando os soldados examinavam as pegadas, era impossível descobrir para qual direção os cangaceiros haviam ido. Mas há também outra questão que torna a indumentária tão importante para aqueles homens e mulheres. No livro Estrela de Couro – A Estética do Cangaço [2010] o pesquisador Frederico Pernambucano de Melo cita o que ele chama de “blindagem mística”, que  seria uma espécie de proteção (não só física, mas também espiritual) que os cangaceiros creditavam a cada peça e detalhe de seu ornamentado figurino. Desenhos, arabescos em couro, patuás, penduricalhos, cada um tinha uma função, além do vestir e adornar. Somado a tudo isso ainda existia a vaidade natural dos bandos. No mesmo livro, há uma passagem onde o autor diz que “o bando de Lampião, sobretudo nos anos 1930, possuía preocupações estéticas mais frequentes e profundas que as do homem urbano moderno”. O próprio Lampião gostava de bordar à máquina e o fazia como forma de premiar os seus discípulos preferidos. Quando um cangaceiro do bando ganhava a confiança do Coronel, era comum que recebesse alguma peça bordada de presente, confeccionada por Lampião.

A indumentária do cangaço era tão marcante que há relatos de que até a polícia se deixou seduzir pelo street style da caatinga e passou a vestir de forma semelhante. Situação que fez um comandante emitir comunicado oficial proibindo os soldados de usarem qualquer coisa que não fizesse parte do uniforme em vigor, tais como “cartucheiras cowboy, chapéus exagerados à Lampião, enfeites amarelos nas bandoleiras e alpercatas de todo enfeitadas”, como consta em documentos oficiais da época.

 

Depois dos cangaceiros, sapatos pras madames

Em meados de 1938, na cidade de Angicos, interior de Sergipe, foi dado cabo de Lampião. A morte ao lado de Maria Bonita, sua companheira de jornada, e mais nove cangaceiros era o desfecho da determinação do então presidente Getúlio Vargas de eliminar qualquer foco de deserdem do território nacional, que desafiasse as autoridades policiais e o sistema politico centralizador do seu regime. E Lampião, dos três subgrupos de cangaceiros que vagavam em busca de justiça, emprego e cidadania, fazia parte do que era considerado mais perigoso: o dos dependentes, com características de banditismo.

Com o fim da luta revolucionária, a clientela voltou a ser composta apenas por vaqueiros. E foi essa freguesia que Seu Espedito herdou do pai. As selas e as roupas encouradas que ele confeccionava em Nova Olinda e levava para vender nas feiras da região faziam muito sucesso. Conversando com o artesão dá para entender de onde vem a preferência dos vaqueiros por suas peças. “O vaqueiro gosta de ‘tá’ o tempo todo vestido de vaqueiro. Aí a roupa tem que ser boa pra ele ficar bem o tempo todinho. Se você faz uma roupa feia, sem jeito, os outros vaqueiros ficam falando do cabra”, explica, e, sem perceber, aclara o diferencial de sua confecção: ergonomia e modelagem.

Mas o tempo foi passando, o gado sumindo e os vaqueiros também. De uns anos pra cá o vaqueiro trocou o cavalo pela moto e o chapéu de couro pelo boné – sempre com alguma propaganda de político. Não há mais o trabalho de entrar na caatinga atrás de uma reis desgarrada. As poucas cabeças de gado que ainda se criam no Cariri estão dentro dos currais. É uma profissão em vias de extinção.

Seu Espedito chegou a achar que o artesanato em couro também iria acabar. E nutria com tristeza uma vontade de mostrar seu trabalho pro mundo, antes que as novas gerações desconhecessem totalmente o artesanato sertanejo. “Eu pensava comigo, meu Deus, será que ninguém vai dar fé d’eu? Eu sei fazer esse trabalho tão bonito, que aprendi com meu pai, que aprendeu com o pai dele, e por aí vai. E será que eu nunca vou mostrar isso pro mundo?”, confidencia o artesão. E eis que um dia alguém encomenda uma sandália igual àquelas que o pai de Seu Espedito fazia para Lampião. O boca a boca pela região espalhou e de vez quando alguém aparecia querendo uma sandália “estilo Virgulino”. Mas ainda não era o reconhecimento que Seu Espedito merecia.

 

Ingresso no calendário da moda

Aos poucos ele foi ganhando fama pelo interior do Nordeste como “o sapateiro de Lampião”. Até aí sem grande repercussão além das fronteiras do Cariri. Até que recebe um encomenda importante: a Cavalera queria usar as sandálias de Seu Espedito no desfile da São Paulo Fashion Week, no verão 2005/2006. Uma mexida no design, uma cor aqui, outra ali, o estilo foi mantido, mas com uma pitada de modernidade. E as sandálias do “sapateiro de Lampião” foram parar na passarela mais importante para a moda do país. O resto da história não é difícil imaginar: as criações de Seu Espedito caíram no gosto da gente da moda e ficaram conhecidas no Brasil inteiro e até no exterior.

Gganhou as telas do cinema um ano mais tarde. Na sétima arte, Espedito calçou e vestiu o ator Marcos Palmeira, protagonista da película “O homem que dasafiou o Diabo” – uma adaptação do romance “As pelejas de Ojuara”, do escritor Nei Leandro de Castro. Além do vestuário, incluiu móveis na produção. Só não mexia com a madeira, mas o revestimento em couro era todo cortado, costurado e pintado por ele com anilina.

Hoje ele produz bolsas, sandálias, botas, sapatos, cintos, malas, bijouterias e tantas outras peças em couro. Até alguns móveis entram na produção. Tudo com aquela carinha de sertão, mas com o toque da criatividade de Seu Espedito, que parece não se esgotar. Cada peça é única e diferente da outra. E o repertório dele não acaba. O ateliê dele em Nova Olinda já é ponto turísitco da cidade. Foi ele também quem vestiu Marcos Palmeira para o papel de Ojuara, na adaptação para o cinema do livro de Nei Leandro de Castro.

Seu Espedito passeia entre a tradição e a modernidade com maestria. O design das peças que ele cria é incrível justamente por aliar tão bem o design do cangaço com os anseios estéticos de quem consome moda contemporânea. Essa é a força e o encantamento da obra dele.

Imagem da matéria publicada na Living For

PS.: Todas as fotos foram feitas na exposição sobre Espedito Seleiro que esteve em cartaz no Museu do Objeto Brasileiro, em São Paulo, até semana passada.

PS2.: Vale a pena baixar a revista no seu tablet para conferir a matéria completa. O trabalho gráfico ficou bem bonito casadinho com o texto. Tem os links de todas as edições da revista aqui.

6
  • Compartilhe  →