Who’s that girl?

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Criadora e criatura

 

Maquiagem é, sobretudo, uma arte.

Não filha, não é porque você passou batom e puxou um traço preto disforme na pálpebra que vai ficar achando que é um Gauguin.

Mas quando se domina a técnica, é possível fazer verdadeiras transformações. Transfigurações. Usando luz e sombra, parece magia. Os olhos crescem, ou semicerram. Se afastam, se unem, mais próximos a um nariz que, dependendo do tom usado, pode ser mais fino.  Grande. Pontudo. Delicado. De bruxa? De princesa?

Formato do rosto. Têmporas, maçãs, queixo, boca, sobrancelhas. Tudo base moldável nas mãos de um bom artista.

Assim que surgiu a idéia da revista, aproveitando o talento de Nalva Melo – que faz bruxaria com pincéis- quis fazer a cada edição uma “transformação”.

Pra não ser nada óbvio, resolvi convidar pessoas que não lembrem em nada o personagem que vão receber.

Quando fizemos as fotos, no início do ano passado, Amy Winehouse ainda não era no Brasil, o ícone pop que é hoje. Era ainda uma promessa. Mas já tinha a performance hipnótica, o vozeirão, o estilo que ela mesma criou, o marido na cadeia, o envolvimento com drogas, a relação conturbada com a mídia, uma polêmica por dia e um jeito próprio de dizer “foda-se” pra tudo. Enfim, a anti-heroína perfeita.

E quem a gente queria pra assumir esse papel? Alguém que fosse exatamente o oposto de Amy.

Larissa Borges é uma moça muy fina. Gentil, delicada, distribui sorrisos, “por favor” e “obrigada” a quem lhe cruza o caminho. Tem um estilo clássico. Sempre impecável. Educada, não fala palavrão, e durante as fotos ainda descubro que nunca fez aquele gesto clássico com o dedo que Amy adora fazer para os paparazzi.  É uma princesa. Que não vive num castelo, mas administra um palácio.

Quando fiz o convite, ela aceitou de primeira. Mas eu não havia dito ainda em quem ela iria se transformar. Acho que na hora pensou nas Divas clássicas. Marylin, Audrey, Rita… E quando eu falei de Amy, Lara ainda não a conhecia. Mandei umas fotos, musicas e reportagens. Mas confesso que omiti as notícias mais polêmicas, rs.

Convite aceito, veio o desafio: além da diferença de personalidade, os obstáculos físicos eram gigantes. Elas não se parecem em absolutamente nada, nenhuma linha do rosto. Talvez o branco do olho né?

Mas uma boa equipe abraçando uma idéia, opera milagres. As roupas e acessórios são todas de acervo pessoal, escolhidas por mim e pela própria Larissa.

As tatuagens foram desenhadas por Gabi du Gato, que é uma desenhista talentosíssima. Canetinhas coloridas na mão, poucos minutos e meio copo de cerveja depois, tava pronto. Ficamos todos admirados com a rapidez e a precisão do traço.

As fotos e a luz, são de Humberto Lopes. Ele fez um trabalho incrível, e teve uma ótima sintonia com Nalva. Humberto conseguiu captar exatamente as imagens que eu havia imaginado. Além disso, ele é um ótimo diretor de cena também, deixou Lara muito à vontade.

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Nalva fazendo a bruxaria dela e eu dando pitaco.

Franklin José fez as fotos do making off. Ele é estudante de direito, mas tem os dois pezinhos no jornalismo.  Também tem a cara da revista, e ainda deve aparecer muito por aqui.

Pra fechar o time, Raphael Bender fez o apoio logístico e moral da noite de fotos. Uma espécie de office boy de luxo rs. Pena não termos feito uma foto de todo mundo junto. É uma frase muito fresca essa, mas “foi uma noite mágica”.

Confira o resultado na galeria abaixo:

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UPDATE: Tirei o ensaio do ar por um tempo porque a modelo me pediu para excluir justamente a melhor foto. Sem saber o que fazer, e com a cabeça a mil por causa do curso, resolvi deixar em stand-by até saber a melhor maneira de resolver o impasse. Numa situação dessas uma editora se pergunta: e agora?

O problema se tornou maior porque eu citava a tal foto no texto, trecho que segue riscado. E muita gente já havia comentado comigo como ficou divertida e espontânea.

Se eu fosse a diaba Anna Wintour, provavelmente teria agido diferente. Dizem que em situação parecida ela prefere se indispor com quer que seja, a sacrificar o conteúdo da revista.

Mas como meu blog não é a Vogue américa, nem eu quero ter a fama da diaba, resolvi agir diferente. Também pela relação pessoal que tenho com Larissa, e por entender que isso foi na verdade uma lição. Foi o primeiro ensaio que fizemos do tipo, e é uma preocupação que terei para os próximos. Sim, porque vai continuar nessa linha.  Modelo nada a ver com a personagem.

Isso é só uma pequena explicação para quem me perguntou porque não estava no ar. Muita gente também veio ao site procurar justamente o ensaio, e se decepcionou por não encontrá-lo. Então agora tudo de volta ao normal, ok?

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Carriezinhas

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Sarah Jessica Parker liberou a primeira foto das gêmeas Loretta Elwell Broderick e Tabitha Hodge Broderick. A foto acompanhou a declaração de que “os bebês estão bem e a familia toda está na lua de tão feliz”. O garoto que aparece junto é o filho deles, James Wilkie, que tem seis anos.

Recentemente o casamento de Carrie Sarah passou por uma crise. Esse marido sem graça dela estaria, supostamente, tendo um caso com uma garota mais jovem. Isso que dá casar com um cara que fez “Curtindo a vida adoidado”. Péssimo, e tem cara de babaca.

Ah, e detalhe: o casal usou uma barriga de alguguel, por isso nao pudemos conferir o estilo Carrie-barrigão. Seria uma grávida estilosa.

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É Hoje!

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Lançamento do disco “Capanga Moderna” de Diogo Guanabara e Macaxeira Jazz, no Teatro de Cultura Popular, anexo à Fundação José Augusto, na rua Jundiaí. Em duas sessões, às 19h e às 21h. Ingressos antecipados na Botton do Midway Mall, R$ 10,00. Quem deixar pra comprar na bilheteria do teatro gasta a mesma coisa, mas nao escolhe o melhor lugar 😛

 

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Chego já aí pro show hein! 😛

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Tudo tem seu dia

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Acabo de saber graças a João Bezerra, que envia noticias d’O Boticário. Dia 15 de julho é dia do homen. É, isso mesmo. Não sei se só vale  para aqueles com H maiúsculo, ou ainda, se podem entrar na comemoração os que nasceram homem, mas, digamos, mudaram de idéia depois rs.

Dando uma olhada rápida na net, podemos descobrir que os dias que antecedem o Dia Interncional do Homem também devem ser comemorados: 13 de julho é Dia dos Cantores e Compositores Sertanejos! E o dia seguinte, 14, é Dia do Propagandista de Laboratório!

Lembrei de uma das primeiras matérias de tv que fiz, ainda estagiária da TVU. Uma exposição do “Dia do artista plástico canhoto”.  Uau!

Ainda tem o 10 de novembro, Dia do Trigo; 05 de outubro, dia das aves e 24 de maio, Dia do Detento (excelente para uma fuga, alô Alcaçuz!)

Mas, voltando ao Boticário, o Dia do Homen será incorporado ao calendário de datas comemorativas da marca, a partir deste ano, com o lançamento do perfume Dimitri Redvolution. A edição limitada inspirada no perfume Dimitri, um dos clássicos do Boticário, já chegou às lojas  em todo o Brasil.

“A exemplo do que a marca já faz em outras datas, como os dias Internacional da Mulher, das Mães e dos Namorados, a partir deste ano desenvolveremos produtos exclusivamente para o Dia do Homem”, conta Leonardo Dal Farra, gerente de categoria de Perfumaria do Boticário. De acordo com o executivo, a empresa identificou uma oportunidade de mercado ao constatar que, no Brasil, a data ainda é pouco explorada, mas inspira motivos para celebração. “Os nossos consumidores ganham mais um bom motivo para comemorar com quem gostam, oferecendo um presente especialmente para esse dia”, explica.

Realmente, no quesito comemoração, a mulherada está muito à frente. Dia Internaiconal da Mulher é celebrado à exaustão. Em Natal uma mulher só precisa dirigir durante dez minutos, no dia 8 de março,  para conseguir fazer um buquê gigante com as rosas que vai ganhando nos semáforos. Vamos brincar de ser mais criativos nas homenagens?

Confira a “Ficha Técnica” do perfume:

dimitri2 Dimitri Redvolution (100 ml)

Família Olfativa: Oriental Amadeirado

Saída: Bergamota, Mandarina, Acorde Frutal, Pimenta Preta

Corpo: Gerânio, Cardamomo, Lavanda, Cedro

                                                    Fundo: Musk, Âmbar, Patchouli, Opoponax

                                                   Preço Sugerido: R$ 59,90

Ah e também li, quase ao mesmo tempo da notícia d’O Boticário, essa poesia no blog de Sérgio Vilar, que acho que tem tudo a ver com o (s) assunto (s):

Arte Sã

Homem é um bicho esquisito:
caça, come, joga fora a carcaça.
Mulher tem outro instinto:
escolhe, leva para casa, usa…

e com sobras dos ossos,
faz um par de brincos.

(Valéria Tarelho, paulista)

 

 

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Lembranças tecidas em roupas**

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**Por Sarina Sena – jornalista potiguar pelo mundo. grande amiga. olhar sensível para a moda.

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A gente convive com isso diariamente mas muitas vezes nem nos damos conta: nossas roupas estão impregnadas de memória. Seja aquela roupa-talismã que associamos aos momentos de sorte, seja aquela mancha de chocolate que nos lembra o passeio de domingo ou até aquele rasguinho provocado por uma queda desastrosa.

 

No pequeno e muito interessante livro “O Casaco de Marx. Roupas, memória, dor”, de autoria de Peter Stallybrass, a trajetória que o casaco de Karl Marx descreve indo e vindo do corpo de seu dono à loja de penhores é refletida na obra “O Capital”. A memória que o casaco carrega e a relação do seu dono com o mesmo acabaram por gerar reflexões sobre consumo, valor dos bens de consumo e a relação deles com as pessoas.

 

No trabalho de figurino, é comum forjar “memória” às roupas dos personagens. Uma roupa nova, acabada de sair da loja, nunca tem as texturas, caimento, cores e desgastes de uma roupa já usada. Para dar realismo a uma roupa nova é que os figurinistas muitas vezes lixam, fazem pequenos furos e desbotam a cor de algumas peças. Não raro, o ator passa a vestir nos ensaios e até no seu dia-a-dia alguma peça para que ela tome a forma do seu corpo, como as dobras no joelho e o desgaste de uma barra de calça jeans, por exemplo.

 

Outro grande exemplo do valor simbólico e de memória que as peças de roupa possuem é no momento da morte de um ente querido. Para muitas pessoas, encarar o guarda-roupa de alguém que morreu é algo difícil e doloroso. Naquele momento, a roupa traz em si a imagem e o cheiro do seu antigo dono, levando muitas vezes seus parentes próximos ou não quererem entrar em contato com aquelas peças ou, por outro lado, não terem coragem de se desfazê-las.

 

Além das memórias pessoais, a roupa, aqui em sua faceta de Moda, reflete também acontecimentos de uma época. Tecidos, cortes, cores e modelos nos lembram certo período ou acontecimento histórico. Quem viveu a juventude nos anos 1980, por exemplo, vai se lembrar de bandas, festas, músicas, ídolos e tantas outras coisas ao se deparar com uma foto de uma roupa de estilo new wave.

 

Recentemente, tivemos o caso tão comentado da morte de Isabela Nardonni. Apesar da exaustiva repercussão na mídia e muito se falar sobre a tragédia, talvez você não tenha atentado para um pequeno detalhe: uma das provas de acusação contra o pai da garota foi exatamente as marcas que a tela de proteção da janela imprimiu na camiseta dele.

 

Com a tecnologia, o futuro próximo nos promete a “memória virtual” das roupas. Sensores atrelados a chips registrarão e irão monitorar nossas funções vitais, identificando e avisando a familiares ou serviços médicos alguma irregularidade na nossa saúde.

 

 

Para saber mais:

 

– “O Casaco de Marx. Roupas, memória, dor”

Autor Peter Stallybrass

Editora: Autêntica

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http://www.defenselink.mil/news/newsarticle.aspx?id=25636

Projeto do exército americano desenvolvido em 2004, previsto para ser utilizado em 2010. Os uniformes dos soldados iriam monitorar seus sinais vitais e enviariam para as bases alerta com informações sobre o ferimento e o estado de saúde do soldado ao ser atingido em combate.

 

http://wearables.unisa.edu.au/

Projeto da University of South Australia (UniSA) de roupas inteligentes que além de monitorar as funções vitais do seu usuário ainda traz opções como ajuda na escolha de acessórios.

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