Peep Toe

Moda chicleteira

sábado, 10 de abril de 2010

Caaaaaaaalma gente! Eu não fui para o lado negro da força e virei fã de micaretas não!

O “chicleteira” do título do post, faz referência ao chiclete de verdade, a querida gominha de mascar. Mais especificamente aos da marca Chiclets, que fabrica o famoso Mini Chiclets – aqueles quadradinhos coloridos que são a cara dos anos 80. A novidade é que a Chiclets acaba de entrar para o mundo da moda, e vai lançar uma coleção inspirada nos produtos da marca.

O mais legal é que o projeto está sendo desenvolvido em parceria com o estilista Ronaldo Fraga, que tem um super talento para traduzir em roupas, as mais diversas inspirações. A coleção vai ser lançada na próxima semana, no dia 14 (dia do meu aniversário, bem que podiam me dar uma peça de presente, né? rs) em São Paulo.

Enquanto a gente não descobre como e quando vamos poder comprar, olha como ficaram alguns croquis da coleção:

Quero MUITO essa camisetinha com a embalagem do Mini Chiclets!

Anorexia rules!

segunda-feira, 31 de agosto de 2009

Lá de Fortaleza, Sarina Sena ficou horrorizada com o padrão de anorexia beleza da namorada de Bahuan, e com a falta de cuidado das revistas em expor o tema. Mandou comentário que publico aqui pra vocês. Não sei se dá pra ler essas letrinhas miúdas, mas diz “Neura: ficar disputando com minha mãe quem está mais cheinha”. rs

thaila

Beleza ou Magreza?

Li na internet a chamada de uma matéria da revista Corpo a Corpo com a atriz Thaila Ayala (a milionária Shivani de Caminho das Índias). O texto anunciava a opção vegetariana da atriz que mede 1,73m e tem 50 Kg (!!!). Fiquei horrorizada. Eu, que me considero magra, tenho a mesma altura que ela e pelo menos dez quilos a mais!

Imagine, então, quando uma adolescente encucada com o seu peso lê um negócio desses e compara as suas medidas com as da atriz? Anorexia, bulimia e sei lá mais o quê de distúrbio alimentar, dietas malucas e complexos mil.

Bem, para não me acusarem de ser exagerada, vamos aos cálculos. O IMC (índice de massa corpórea) é calculado dividindo-se o peso (em quilogramas) pela altura ao quadrado (em metros). No caso de Thaila temos, então: 50 dividido por 1,73². O resultado é 16,7, bem abaixo do limite do peso ideal, que é 18,5.

As revistas (não só elas , mas também os outros veículos) deviam pensar na responsabilidade que têm ao divulgar certas informações e as consequências que podem gerar nos leitores. Ainda mais quando se trata de uma revista dessas que tenta vender um ideal de beleza com saúde. É algo lamentável e realmente preocupante…

Sarina Sena é  Jornalista, figurinista e produtora de moda. Aqui tem um texo dela muito bacana sobre a memória das roupas.

Eterno

segunda-feira, 13 de julho de 2009

A partir de hoje, e sempre que der, vou falar sobre alguma peça clássica , que faz parte da história da moda e que podemos chamar de eterna. Recebi alguns emails com sugestões, mas o vestido de hoje não estava entre elas. Então porque vou começar por ele?

Porque o “Mondrian Dress” é o meu preferido, e democracia não é a deste site, rs.

Também porque tenho prontinho um texto que escrevi sobre ele na minha extinta coluna no Nominuto, que reproduzo agora aqui. Escrevi no dia que Yves Saint Laurent morreu, e fala um pouco também da história do estilista.

mondrian-thumb

Qual o seu vestido dos sonhos?

Enquanto muita gente pensa em vestidões de festa, daqueles que são a cara do tapete vermelho, eu penso num tubinho de corte reto, e comprimento pouco acima dos joelhos. O meu vestido dos sonhos é o Mondrian Dress, de Yves Saint Laurent. Simples e grandioso.

É bem provável que você já tenha visto o Mondrian Dress, esse aí da foto, mesmo sem saber muito sobre ele. O vestido criado em 1965, virou um clássico ao unir moda e arte. Saint Laurent criou a peça inspirado nos trabalhos do pinto holandês Piet Mondrian, artista plástico fundador do neoplasticismo.

E é justamente por ser o estilista que mais usou o casamento moda + arte, que o trabalho dele tanto encanta. O Mondrian Dress é hoje também um símbolo do vintage, do retrô. Ele é a cara dos anos 60, e de uma época em que artistas como Pablo Picasso, Andy Warhol, Velázquez e Delacroix não estavam restritos às paredes das galerias. Passeavam pelas ruas, nas roupas das mulheres.

Resolvi atualizar a coluna a esta hora da noite de um domingo, e falar do meu sonho de consumo, porque o grande designer Yves Saint Laurent morreu hoje à tarde, aos 71 anos, em Paris. Há algum tempo sabia-se que o estilista tinha problemas graves de saúde, mas a causa exata da morte ainda não foi divulgada.  Yves Henri Donat Mathieu Saint Laurent nasceu em Orã, na Argélia, no dia 1º de agosto de 1936.

Sempre muito interessado em artes, especialmente pelo teatro, não demorou para entrar no mundo da moda. Chegou a Paris em 1954 e pouco tempo depois, já era campeão de um concurso internacional de moda.

O vestido vencedor do concurso impressionou o já célebre e grande mestre da alta costura Christian Dior, que logo o contratou como assistente. Quando Dior morreu, no auge de sua carreira, em 1957, o jovem Saint Laurent se tornou o novo estilista da maison.

Mais tarde, criou sua própria maison, a  Rive Gauche. Ele foi o primeiro costureiro a usar modelos negras em suas passarelas e uma de suas maiores criações foi o smoking feminino. Por este feito, Saint Laurent está intimamente ligado à evolução do papel da mulher na sociedade, e ao poder feminino. Por causa dele, tantas mulheres saem de casa todos os dias, no mundo todo, vestindo seus terninhos. O que seria das executivas sem ele hein?

Saint Laurent anunciou sua aposentadoria e apresentou seu último desfile em janeiro de 2002. Existe uma frase atribuída a ele que pode explicar porque as mulheres amam suas criações: “A roupa mais bonita para vestir uma mulher são os braços do homem que ela ama. Para as que não tiveram essa felicidade, eu estou aqui”.

É, mas há quem prefira sempre um vestido Yves Saint Laurent a qualquer abraço!!